A rotina de quem precisa buscar medicamentos no Hospital de Base do Distrito Federal ganhou um novo aliado digital. Pacientes da unidade agora podem verificar, pelo celular, se os medicamentos estão disponíveis antes de sair de casa, uma medida que reduz deslocamentos desnecessários e melhora a organização do atendimento.
A solução foi desenvolvida pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal e funciona de forma simples: após a consulta, o paciente recebe um QR Code na farmácia ambulatorial. Ao escanear o código, tem acesso a um painel atualizado com a disponibilidade dos medicamentos.
A mudança tem impacto direto na experiência de quem depende de tratamento contínuo. Em acompanhamento oncológico, a paciente Iraci Marinho de Araújo conta que passou a planejar melhor suas idas ao hospital. “Antes, a gente vinha sem saber se teria o medicamento. Agora dá para consultar antes e evitar perda de tempo”, afirma. Segundo ela, a ferramenta trouxe mais tranquilidade ao tratamento. “Facilitou muito.”
Além de beneficiar os pacientes, a tecnologia também contribui para a rotina interna da unidade. Com menos ligações e dúvidas recorrentes, a equipe consegue manter o fluxo mais organizado. “Os pacientes chegam mais preparados, o que melhora o atendimento e reduz a sobrecarga”, explica a farmacêutica Shirley Vanessa.
A iniciativa surgiu a partir de uma necessidade identificada dentro do próprio serviço. O coordenador de Dados e Gestão da Informação do IgesDF, Gleidson Tavares, relata que a dificuldade de acesso à informação era frequente. “Era comum ver pacientes sem saber se o medicamento estava disponível. A ideia foi criar uma solução prática e acessível”, diz.
O projeto foi desenvolvido em poucas semanas e já opera com atualização automática. Para a gerente de insumos, Jéssica Nobre, o resultado demonstra a importância de respostas rápidas na área da saúde. “Conseguimos implementar uma ferramenta funcional em pouco tempo, com impacto direto no atendimento”, destaca.
Na avaliação da superintendente de Administração e Logística do instituto, Bárbara Santos, a medida reforça a modernização dos serviços públicos de saúde. “Estamos utilizando a tecnologia para simplificar processos e melhorar a experiência do paciente”, afirma.
Com acesso rápido às informações e menos incerteza, a ferramenta passa a integrar a rotina do hospital como uma solução prática para um problema comum e recorrente entre os usuários do sistema público.








































