Criado para ampliar o acesso da população às cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera na rede pública, o programa OperaDF registrou mais de 35 mil procedimentos realizados entre setembro de 2025 e março deste ano. O resultado representa um crescimento de 49% em comparação com o mesmo período anterior, quando foram contabilizadas cerca de 23,4 mil cirurgias.
Na prática, o aumento significa que aproximadamente 11,6 mil pacientes a mais passaram por procedimentos cirúrgicos na rede pública de saúde do Distrito Federal.
Os dados da Secretaria de Saúde também apontam avanço tanto nas cirurgias ambulatoriais quanto nas que exigem internação. As operações realizadas sem necessidade de permanência hospitalar passaram de cerca de 11,6 mil para 17,8 mil, alta de 54%. Já as cirurgias com internação cresceram 45%, saltando de 11.866 para 17.264 procedimentos.
Lançado em 2025, o OperaDF atua em duas frentes para ampliar a capacidade de atendimento. Uma delas é a contratação de hospitais privados para realizar cirurgias de pequena e média complexidade. A outra consiste no fortalecimento da rede pública, com ampliação das agendas cirúrgicas e reforço das equipes médicas, incluindo a contratação de anestesiologistas.
Os pacientes continuam sendo acompanhados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e são encaminhados para os procedimentos conforme critérios definidos pelo Complexo Regulador do Distrito Federal. O programa também contempla consultas pré e pós-operatórias, avaliação cardiológica, exames, acompanhamento anestésico, fornecimento de insumos e internação quando necessária.
Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a recomposição das equipes dos centros cirúrgicos foi um dos fatores que contribuíram para o aumento da produção.
“É isso que tem trazido esse resultado tão robusto para a nossa rede. O programa perpassa não só em volume, mas em qualificação também, capacitando servidores para um centro cirúrgico cada vez mais eficaz. É importante ressaltar que sempre teremos filas de cirurgias, pela necessidade das pessoas. O que buscamos é reduzir cada vez mais o tempo de espera”, afirmou.
O secretário destacou ainda que 2025 registrou o maior número de cirurgias da série histórica da rede pública do Distrito Federal, superando a marca de 53 mil procedimentos realizados.
Lacerda também fez um apelo para que os pacientes mantenham os dados cadastrais atualizados e compareçam às cirurgias agendadas.
“Estamos tendo uma fluidez muito grande na rede privada, com milhares de pacientes já chamados e operados. Fazemos um apelo para as pessoas, porque temos registrado faltas de pacientes que estavam com a cirurgia agendada e não compareceram, o que acaba impedindo que outra pessoa seja atendida naquela vaga”, alertou.
O programa também ampliou o número de especialidades atendidas, incluindo a oftalmologia. Até 1º de junho, haviam sido autorizadas cerca de 10,3 mil cirurgias na rede privada contratada, das quais aproximadamente 3,8 mil já tinham sido concluídas.
Entre os procedimentos realizados, a cirurgia de varizes bilateral lidera o número de operações concluídas, com 1.290 pacientes atendidos. Na oftalmologia, a cirurgia de catarata por facoemulsificação concentra o maior volume de contratações, com 5.415 procedimentos autorizados e 643 já realizados.
O OperaDF também contempla cirurgias como vasectomia, retirada de vesícula, correção de hérnias, procedimentos na próstata, tratamentos da tireoide e retirada de cálculos urinários, ampliando a oferta de especialidades para pacientes da rede pública.
O levantamento compara os resultados registrados entre setembro de 2024 e março de 2025 com o mesmo período entre setembro de 2025 e março de 2026. No caso das cirurgias realizadas na rede privada credenciada, os números consideram a produção contabilizada até 1º de junho deste ano.






































