O governo de Goiás anunciou nesta sexta-feira (17), em Águas Lindas, o avanço de duas obras viárias consideradas estratégicas para a ligação com o Distrito Federal. Os projetos incluem a implantação de uma terceira faixa na BR-070 e a duplicação de parte da BR-080, com investimento total superior a R$ 147 milhões.
A terceira faixa será construída no trecho entre os quilômetros 14 e 20 da BR-070, corredor que liga Águas Lindas a Ceilândia. A expectativa é reduzir gargalos em horários de pico e melhorar a segurança em uma das principais rotas de acesso à capital federal.
Já a BR-080 passará por duplicação e restauração em um trecho de 16,26 quilômetros, entre Brazlândia e a divisa com Goiás. A obra é apontada como essencial para a mobilidade no Entorno e para o escoamento da produção agrícola da região.
As intervenções foram articuladas em parceria entre o governo de Goiás, o Distrito Federal e o Ministério dos Transportes, em meio à pressão por soluções para o trânsito na região, marcada por deslocamentos diários intensos e frequentes congestionamentos.
Segundo o governador Daniel Vilela, as obras atendem a uma demanda antiga e devem impactar diretamente o transporte coletivo e a logística de abastecimento de Brasília, especialmente com o fluxo de caminhões vindos do interior goiano.
Dados apresentados durante o evento indicam que milhares de trabalhadores utilizam diariamente essas rodovias para chegar ao Distrito Federal. Apenas em Águas Lindas, cerca de 70 mil pessoas se deslocam de ônibus todos os dias.
Autoridades presentes destacaram que as intervenções buscam destravar pontos críticos da malha viária e melhorar as condições de circulação em um dos principais eixos logísticos da região Centro-Oeste.
Além das obras, o encontro também reforçou a discussão sobre integração do transporte público entre Goiás e o Distrito Federal. A proposta, ainda em debate, prevê um modelo que permita reduzir custos para os usuários e ampliar a eficiência do serviço.
Nos últimos anos, o Entorno do DF tem registrado aumento populacional e maior demanda por infraestrutura, o que tem pressionado governos locais a acelerar investimentos em mobilidade urbana e logística.









































