O Distrito Federal terá reforço nas ações de enfrentamento aos incêndios florestais durante a temporada de seca. O Governo do DF publicou, nesta sexta-feira (15), o decreto que estabelece estado de emergência ambiental entre abril e dezembro, período considerado de maior risco para a ocorrência de queimadas no Cerrado.
A norma, assinada pela governadora Celina Leão, autoriza medidas emergenciais para fortalecer a estrutura de prevenção e combate ao fogo, incluindo a contratação de brigadistas, a compra de equipamentos e a ampliação das operações em áreas de preservação ambiental.
Para o secretário de Meio Ambiente, Rafael Santana, a publicação do decreto permite ao governo agir com mais rapidez diante das ameaças provocadas pela estiagem. “A emergência ambiental facilita a execução das ações necessárias neste período mais seco, garantindo melhores condições para prevenção, monitoramento e combate aos incêndios florestais no DF”, afirmou.
O decreto também reforça a atuação do Plano de Prevenção e Combate aos Incêndios Florestais (Ppcif), responsável pela articulação entre órgãos locais e federais que atuam no enfrentamento às queimadas.
Segundo a coordenadora do plano, Carol Schubart, o foco será ampliar o trabalho preventivo antes do auge da seca. “A prioridade é fortalecer o acompanhamento das áreas mais vulneráveis e ampliar ações como vigilância ambiental, manutenção de aceiros e campanhas educativas para evitar novos focos de incêndio”, explicou.
A operação reúne órgãos como o Instituto Brasília Ambiental, o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, a Defesa Civil, o SLU, a Novacap, a Caesb, a Polícia Militar Ambiental e as administrações regionais, além de instituições federais parceiras.
O presidente do Brasília Ambiental, Gutemberg Gomes, destacou que as ações preventivas realizadas de forma contínua ajudaram a reduzir os danos ambientais causados pelas queimadas no último ano. “Os resultados mostram que o trabalho integrado tem sido fundamental para diminuir os impactos dos incêndios, proteger o Cerrado e preservar tanto a biodiversidade quanto a qualidade de vida da população”, ressaltou.





































