A percussão virou aliada da qualidade de vida para idosos no Distrito Federal com a nova edição do projeto Avóz dos Tambores, que abriu inscrições no Kanzuá do Batukenjé, no Itapoã. A iniciativa oferece aulas gratuitas voltadas a pessoas com 60 anos ou mais e aposta na música como ferramenta para estimular a autonomia, a saúde e a convivência entre os participantes.
Realizado com recursos do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF), o projeto reforça a estratégia de ampliar o acesso da população idosa às políticas culturais, colocando esse público como agente ativo dentro dos espaços artísticos. A proposta combina aprendizado, troca de experiências e fortalecimento de vínculos comunitários.
Para o secretário interino de Cultura e Economia Criativa do DF, Fernando Modesto, o projeto representa uma mudança de olhar sobre o envelhecimento dentro das políticas públicas. Segundo ele, iniciativas como essa ajudam a garantir mais inclusão e valorização desse público. “Essa ação mostra, na prática, que a pessoa idosa tem papel central na vida cultural. Quando investimos em projetos assim, ampliamos o acesso, incentivamos a convivência e contribuímos diretamente para o bem-estar por meio da arte”, afirmou.
As atividades começaram no dia 16 de abril e ocorrem semanalmente, sempre às quintas-feiras, a partir das 15h, com encontros de uma hora e meia. Ao longo de cinco meses, os participantes terão 20 aulas, em uma programação estruturada para desenvolver habilidades musicais e promover ganhos físicos e emocionais.
À frente das oficinas, o arte-educador Celín du Batuk, do Batukenjé, destaca que o impacto vai além da música. De acordo com ele, muitos alunos chegam sem experiência, mas descobrem novas capacidades ao longo do processo. “O mais forte é perceber que eles passam a se enxergar capazes de aprender um instrumento, mesmo depois dos 60 anos. Para mim, acompanhar esse crescimento, ver a alegria e a evolução de cada um é algo muito significativo”, relatou.
Ele também ressalta que o método respeita o tempo de cada participante, permitindo que todos avancem juntos, independentemente do nível de conhecimento. “Há pessoas que já têm alguma vivência musical, enquanto outras estão começando do zero. A ideia é integrar todos, equilibrando as diferenças para que o grupo evolua coletivamente”, explicou.
As inscrições seguem abertas até o preenchimento das vagas e podem ser feitas presencialmente no local das aulas, no Itapoã. A expectativa é ampliar o alcance do projeto e consolidar a iniciativa como uma alternativa de inclusão, aprendizado e bem-estar para a população idosa do DF.





































