À frente em todos os cenários da Exata OP, governadora amplia vantagem sobre adversários e transforma três meses de gestão em ativo político para a disputa pela reeleição
Há pesquisas que fotografam um momento e há pesquisas que revelam uma tendência. O levantamento divulgado pela Exata OP indica que Celina Leão (PP) parece caminhar para a segunda hipótese. Em apenas três meses à frente do Governo do Distrito Federal, a governadora não apenas lidera todos os cenários da corrida ao Palácio do Buriti, como começa a consolidar um ativo político que vai além dos números: um estilo de governar que encontrou sintonia com parte significativa do eleitor brasiliense.
A liderança aparece desde a pesquisa espontânea — considerada um dos indicadores mais relevantes por medir a lembrança natural do eleitor. Sem que os entrevistadores apresentassem uma lista de candidatos, 16,8% citaram Celina Leão como opção de voto. O percentual é o dobro do registrado por Leandro Grass (PT), que aparece com 8,4%. José Roberto Arruda (PSD) soma 5,6%, enquanto Ricardo Cappelli (PSB) registra 2,5%.
Quando os nomes dos pré-candidatos são apresentados, a vantagem da governadora se amplia. Celina alcança 23,4% das intenções de voto, abrindo distância para Arruda, com 17,3%, e Leandro Grass, com 15,8%. O cenário ainda mostra Ricardo Cappelli com 6,4%, Izalci Lucas (PL) com 5,1%, Reguffe (Solidariedade) com 4,8%, Rafael Prudente (MDB) com 3,7%, Kiko Caputo (Novo) com 2,4%, Paula Belmonte (PSDB) com 1,9% e Samara Mineiro (UP) com 1%.
As simulações de segundo turno reforçam o favoritismo. Celina venceria Leandro Grass por 45,7% a 36% e também derrotaria José Roberto Arruda por 42,7% a 34%.
Os números ajudam a explicar um fenômeno político que começa a ganhar contornos mais claros no Distrito Federal: o chamado “efeito Celina”. A governadora assumiu o comando do Buriti há apenas três meses e, nesse curto intervalo, conseguiu imprimir uma marca própria à administração.
Desde que assumiu o Executivo, a rotina do governo passou a ser marcada por agendas externas frequentes, visitas técnicas, fiscalização de obras, anúncios sucessivos de investimentos e decisões tomadas com rapidez. A imagem construída é a de uma governadora presente, que prefere despachar também nas ruas, conversar diretamente com moradores e acompanhar de perto a execução das políticas públicas.
Esse estilo de atuação tem contribuído para aproximar a chefe do Executivo de um eleitor que, tradicionalmente, valoriza resultados concretos mais do que discursos. Carisma, contato direto com a população, capacidade de comunicação e rapidez na resposta às demandas passaram a compor uma identidade política própria, diferente daquela construída durante os anos em que ocupouesteve no Legislativo.
Na prática, Celina conseguiu transformar a transição de governo em continuidade administrativa sem abrir mão de imprimir seu próprio ritmo. Em vez de promover rupturas, acelerou programas já em andamento, ampliou entregas e reforçou a presença institucional do governo nas regiões administrativas. A percepção de agilidade acabou se convertendo em capital político.
O levantamento também mediu a rejeição dos principais nomes da disputa. José Roberto Arruda lidera esse indicador, com 39,3%.
Realizada entre os dias 1º e 3 de julho com 1.500 eleitores, a pesquisa Exata OP está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número DF-02994/2026. O levantamento tem 95% de nível de confiança e margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos.
Mais do que colocar a governadora na dianteira da sucessão local, a pesquisa mostra que a principal vantagem de Celina Leão, neste momento, não está apenas na intenção de voto. Está na consolidação de uma ritmo de governo baseada em presença, agilidade e capacidade de entrega — atributos que, vêm encontrando respaldo nas urnas projetadas pelas pesquisas.




































