Mais do que um espaço de ensino, o Centro de Educação da Primeira Infância (Cepi) Rosa do Campo, em Santa Maria, tornou-se um importante suporte para famílias da região. Inaugurada há pouco mais de um ano e meio pelo Governo do Distrito Federal, a unidade integra a política de ampliação da educação infantil iniciada em 2019, período em que 27 centros do mesmo modelo foram entregues durante a gestão do governador Ibaneis Rocha.
Com investimento superior a R$ 4,2 milhões, o Cepi atende atualmente mais de 200 crianças de até 3 anos em regime integral. O atendimento reúne cuidado diário, alimentação adequada, atividades pedagógicas e um ambiente estruturado para garantir segurança, bem-estar e estímulo ao desenvolvimento infantil.
Para muitas famílias, a creche representou a possibilidade de reorganizar a rotina e manter o trabalho com mais tranquilidade. A autônoma Antonia Leite, de 36 anos, e o agente de portaria José Carlos Silva de Lacerda, de 44, pais de duas crianças atendidas pela unidade, relatam que o acolhimento da equipe foi decisivo em um período de fragilidade familiar.
“Passamos por um momento muito difícil e a escola se tornou um ponto de apoio constante. A equipe sempre demonstrou cuidado, atenção e sensibilidade, o que nos trouxe mais segurança no dia a dia”, afirma Antonia.
Ela também destaca mudanças claras no comportamento do filho mais velho. “Antes ele era mais fechado e tinha dificuldade de conviver com outras crianças. Hoje se comunica melhor, participa das atividades coletivas e mostra mais confiança”, relata.
A integração entre escola e família também é apontada como diferencial por Kerollen Araújo, de 34 anos, mãe de Benjamin, de 1 ano e 6 meses. Segundo ela, o convívio diário e as experiências vividas na creche refletem diretamente no desenvolvimento do filho. “Em pouco tempo, percebi que ele passou a se expressar mais, pedir coisas sozinho e demonstrar aprendizados que traz da escola. A evolução é visível”, conta.
Além dos ganhos no desenvolvimento infantil, Kerollen ressalta o impacto financeiro do atendimento público. “Antes, uma parte considerável da renda era destinada a cuidados particulares. Hoje, esse valor pode ser usado para outras prioridades da casa e para investir nos próprios filhos”, explica.
A estrutura física do Cepi Rosa do Campo foi planejada exclusivamente para a primeira infância. O prédio possui 1.311,97 metros quadrados e segue o padrão do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). O espaço conta com dez salas de atividades, sala multiúso, lactário, fraldários, solários, espaço de amamentação, refeitório, playground, pátios para brincadeiras, sanitários acessíveis, além de cozinha, lavanderia e áreas administrativas.
O funcionamento ocorre das 7h30 às 17h30, garantindo até dez horas diárias de atendimento. Nesse período, as crianças recebem cinco refeições, participam de atividades pedagógicas, têm momentos de descanso, banho e acompanhamento contínuo por profissionais capacitados.
De acordo com a diretora da unidade, Maria de Fátima Nunes, o trabalho vai além da rotina em sala de aula. “A nossa proposta é caminhar junto com as famílias. A criança é o centro do processo, mas os pais e responsáveis também fazem parte desse cuidado diário. Mantemos diálogo constante e proximidade com todos”, explica.
Ela acrescenta que o aprendizado acontece principalmente por meio de atividades lúdicas. “Brincadeiras, músicas e interações em grupo fazem parte da rotina. É assim que as crianças aprendem de forma natural e demonstram avanços no desenvolvimento”, destaca.
Atualmente, os berçários contam com uma professora e duas monitoras, enquanto as turmas de maternal são acompanhadas por uma professora e uma monitora. Segundo a direção, a organização das equipes busca garantir atenção individualizada e um ambiente seguro, permitindo que os pais trabalhem com a certeza de que seus filhos estão bem cuidados.
Com estrutura moderna, equipe qualificada e atendimento integral, o Cepi Rosa do Campo se consolida como um equipamento público essencial em Santa Maria, reforçando o papel da educação infantil como política social capaz de transformar a rotina das famílias e ampliar oportunidades desde os primeiros anos de vida.






































