A Sala Martins Pena, a primeira a ser lançada durante a inauguração do Teatro Nacional Claudio Santoro em 1966, é novamente a pioneira em receber uma reforma significativa. O espaço, fechado desde 2014, está passando por uma modernização promovida pelo Governo do Distrito Federal (GDF), com o objetivo de devolver à população e à comunidade artística o maior espaço cultural do país.
A obra, coordenada pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e executada pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap), visa atualizar o equipamento público de acordo com as normas vigentes de segurança, combate a incêndio e acessibilidade. Todo o processo respeita as diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), garantindo a preservação das características originais do espaço e de seus bens, como os painéis de Athos Bulcão e os jardins de Burle Marx.
Devido à complexidade das intervenções em um espaço tombado, a reforma foi dividida em quatro etapas. A primeira fase, focada na Sala Martins Pena e seu foyer, conta com um investimento de R$ 70 milhões e envolve mais de 100 operários da empresa Porto Belo.
Avanços na Reforma
A Sala Martins Pena, conhecida como o palco preferido dos artistas locais pela proximidade do público com a plateia, está sendo revitalizada com diversas melhorias. Após a conclusão dos serviços de demolição, alvenaria e estrutura, os andaimes foram retirados, revelando o novo piso de concreto, que receberá 480 novas poltronas – 73 a mais do que anteriormente. As novas poltronas mantêm a tonalidade original, mas são fabricadas com material antichamas para garantir a segurança.
O novo sistema de ar-condicionado está sendo instalado com dutos de ventilação entre os assentos do público, e áreas técnicas estão sendo criadas sob os patamares da plateia. Novas luminárias foram adicionadas ao teto, e os dois banheiros da sala foram reformados, mantendo os revestimentos originais em granito.
Os camarins também estão sendo atualizados, preservando as bancadas das pias, os mármores originais e os portais das portas. No foyer, um novo banheiro e uma recepção foram construídos para melhor atender o público. As duas novas saídas de emergência da Sala Martins Pena já estão prontas, aguardando apenas o revestimento final. Além disso, foram concluídos os fossos dos elevadores, o reservatório de incêndio com capacidade para 350 mil litros de água e as salas de geradores.
Inclusão e Acessibilidade
A acessibilidade foi uma prioridade na reforma. Estão sendo instalados elevadores que darão acesso do subsolo ao Espaço Dercy Gonçalves no mezanino, banheiros acessíveis e espaços específicos para pessoas com deficiência entre os espectadores. As instalações elétricas e hidráulicas, bem como as intervenções de pintura e recuperação de infiltrações na fachada do foyer, ainda estão em andamento.
A modernização da Sala Martins Pena representa um marco na reabertura do Teatro Nacional Claudio Santoro, prometendo devolver à comunidade um espaço cultural de excelência, preservando sua história e adaptando-se às necessidades contemporâneas.









































