O calendário eleitoral começa a produzir efeitos concretos no Distrito Federal. Com o prazo de desincompatibilização marcado para 4 de abril, integrantes do primeiro escalão do governo deixam seus cargos para disputar as eleições de 2026. O movimento ganha peso com a saída do governador Ibaneis Rocha(MDB), anunciada para 28 de março, e sinaliza uma transição que ocorre de forma gradual, acompanhando o ritmo da própria gestão.
Ao longo dos últimos anos, o governo consolidou uma agenda marcada por obras, ampliação de serviços e presença mais ativa nas regiões administrativas. É desse percurso que emergem os nomes que agora se colocam no cenário eleitoral . Não apenas pelo perfil técnico, mas também pelo espaço político construído na execução das políticas públicas.
Nesse ponto, a movimentação no alto escalão passa a ser entendida como um desdobramento natural desse ciclo. À medida que deixam suas funções, secretários que estiveram à frente de áreas estratégicas carregam consigo a visibilidade e a experiência acumuladas na gestão.
É o caso do secretário da Casa Civil, Gustavo Rocha (REPUBLICANOS), nome escolhido para vice-governador em uma chapa liderada por Celina Leão (PP). Na mesma linha, o secretário de Governo, José Humberto (MDB), deve disputar uma vaga na Câmara dos Deputados, levando para o debate eleitoral a experiência de articulação política no Executivo.
A transição também alcança áreas essenciais. Na Educação, Hélvia Paranaguá (MDB) se prepara para concorrer a uma vaga na Câmara dos Deputados. Já na Segurança Pública, Sandro Avelar surge como pré-candidato a deputado federal, após atuação em uma das pastas mais sensíveis do governo.
Outros nomes seguem o mesmo caminho, em um movimento que atravessa diferentes áreas da administração. Marcela Passamani avalia disputar uma vaga ou na CLDFou na Câmara dos Deputados , enquanto Ana Paula Marra é cotada para a Câmara Legislativa. Agaciel Maia tambémdisputara cuma das oito cadeiras de deputado federal.
No campo cultural e de turismo, Cristiano Araújo e Claudio Abrantes são nomes associados à disputa distrital. Já André Kubitschek avalia o melhor caminho para uma candidatura, enquanto Rodrigo Delmasso trabalha para retornar à Câmara Legislativa.
A sequência de saídas, nesse cenário, não se apresenta como ruptura, mas como continuidade. Os nomes que deixam o governo são, em grande parte, os mesmos que ajudaram a dar forma às políticas públicas implementadas ao longo dos últimos anos. Agora, passam a levar essa trajetória para o ambiente eleitoral.
Com isso, o Distrito Federal entra em uma fase em que gestão e política se conectam de maneira mais evidente. A desincompatibilização, prevista em lei, funciona como ponto de virada ,mas o reflexo dela , é sobretudo, o resultado de um percurso construído dentro do próprio governo.





































