No plenário cheio, entre abraços demorados e olhares atentos, Celina Leão atravessou a manhã desta segunda-feira (30) como quem já conhecia o caminho, mas, ainda assim, sentia o peso do ponto de chegada. A cerimônia de posse, na Câmara Legislativa do Distrito Federal, foi protocolar na forma e simbólica no conteúdo: não se tratava apenas da transmissão de um cargo, mas da transição de lugar político.
Celina assumiu o governo após a renúncia de Ibaneis Rocha, que deixa o Buriti para disputar o Senado. Cumprirá mandato até janeiro 6 de 2027. O gesto, previsto no calendário eleitoral, reorganiza o tabuleiro local e antecipa, na prática, a disputa que virá.
A solenidade conduzida pelo presidente da Câmara Legislativa, Wellington Luiz, que em sua fala destacando o “caráter histórico” da data. Ao lembrar desses 7 anos e 3 messes da gestão de Ibaneis Rocha , Wellington destacou que ,“em nome dos deputados distritais e da população, afirmo que o governador Ibaneis Rocha deixa um legado impressionante. Poucos governadores conseguiram fazer o que você fez em sua gestão”, afirmou Ele. Ao se dirigir à nova governadora, o presidente da CLDF ressaltou sua capacidade de trabalho e afirmou que a posse de Celina representa a “realização de um sonho”.
Ibaneis Rocha , ao se despedir, fez um balanço de gestão com números e marcas administrativas. Falou em estabilidade institucional, relembrou entregas e projetou na sucessora uma confiança que também serve como recado político. “Será reeleita e realizará o melhor mandato da história do DF”. “Ela conhece a máquina administrativa, tem poder de decisão, firmeza e sensibilidade com aqueles que mais precisam”, destacou Ibaneis Rocha.
Quando tomou a palavra, CelinaLeão falou de trajetória, de fé, de disciplina. E a percepção que ficou é qque Celina chega não como ruptura, mas como continuidade, com intenção. “O novo governo é evolução”, afirmou, numa frase que tenta acomoda passado e futuro no mesmo espaço.
Ainda no discurso, endossou que na vida pública lhe foi dado. Sua trajetória foi construída em diferentes frentes do Legislativo ao Executivo, da pauta feminina à gestão esportiva. Ao revisitar sua história, Celina delimita também o território simbólico de sua gestão.
Sem ignorar tensões, a governadora tocou em um dos temas sensíveis do momento ao defender o Banco de Brasília como patrimônio local e afirmar não ter participado de decisões envolvendo a compra do Banco Master. Disse que não haverá omissão.
O discurso avançou e Celina também pautou o que será a sua gestão : menos burocracia, diálogo com servidores e atenção aos mais vulneráveis.
Celina assume com a máquina em funcionamento, base política consolidada e tempo curto para imprimir marca própria antes das eleições.
Ao encerrar a cerimônia, anunciou que o primeiro ato de governo não seria uma celebração, mas trabalho. Escolheu o Itapoã como ponto de partida, com o lançamento de um programa itinerante que levará a máquina pública até a população.
E assim Celina Leão inicia o governo em um espaço conhecido, mas agora sob outra luz. Se antes dividia decisões, agora as concentra. E pelo tom de hoje já se sente que a gestão Celina será de muito tato humano e próxima da população.





































