José Roberto Arruda, ex-governador do Distrito Federal, reapareceu nas redes sociais.E como é típico de quem perdeu o protagonismo, voltou aos holofotes pelo caminho mais curto: o ataque pessoal.
Em um vídeo que circula nas redes sociais, Arruda ao se referir ao governador Ibaneis Rocha brada :“Eu acho que o Ibaneis é mais feio por dentro do que por fora.”
A frase é de um descontrole retórico impressionante.Não é opinião política,não é crítica administrativa.É uma tentativa de humilhação e juridicamente, um ato que se aproxima do crime de injúria, previsto no artigo 140 do Código Penal: “ofender a dignidade ou o decoro de alguém”.
Mas o que chama atenção não é só o que Arruda disse.É o porquê de ele ter dito.
Vaidade ferida e o espelho da Justiça
José Roberto Arruda ex-governador DF,já teve poder, influência e prestígio.
E viu tudo s eesfarir com a Operação Caixa de Pandora, o escândalo que revelou o submundo da corrupção em Brasília e o levou à prisão.
Recentemente um mais uma decisão os ministros do STJ ,confirmaram mais uma cobdenação, Arruda segue inelegível ,ou seja, fora do jogo até 2032.
A fala de Arruda carrega uma estratégia velha, mas recorrente: quando não se tem argumento, usa-se o insulto. A ofensa vira muleta.E a injúria, um atalho para o engajamento fácil.
Só que há uma diferença entre firmeza e grosseria, entre crítica e agressão.
E o que se ouviu foi agressão pura, envolta em sarcasmo e ressentimento.
Um discurso que escorrega da política para o pessoal, e do pessoal para o penal.
O ataque não é sobre Ibaneis é sobre Arruda.É o retrato de quem tenta provar relevância com frases que beiram a caricatura.
E, paradoxalmente, quanto mais tenta ferir o outro, mais se denúncia. Porque a soberba grita o que o silêncio não consegue esconder: o desconforto de quem já teve tudo e agora precisa berrar para ser ouvido.
Há algo de trágico e simbólico nisso.
Arruda, que um esteve no centroda política brasiliense, hoje precisa recorrer a ofensas em vídeo para tentar recuperar atenção.
Mas, em vez de dignidade, entrega desespero.
“Feio por dentro” é quem agride para existir.
“Feio por dentro” é quem não reconhece o erro, quem não aprende com a queda, quem não entende que a Justiça o declarou inelegível não por perseguição, mas por condenação.
E no fim das contas, a fala de Arruda diz tudo o que ele gostaria de esconder:
Que o tempo passou, o palco mudou. No espelho da política, Arruda não enxerga Ibaneis.Enxerga a si mesmo e o reflexo é o que mais o incomoda.





































