Milhões de brasileiros ainda têm dinheiro esquecido em bancos e instituições financeiras e podem sacar esses valores pela internet. Segundo dados mais recentes do Banco Central (BC), divulgados no fim de outubro, 48,2 milhões de pessoas físicas e 4,5 milhões de empresas ainda não resgataram recursos que somam R$ 10,4 bilhões.
O levantamento faz parte do Sistema de Valores a Receber (SVR), ferramenta criada para devolver valores “parados” em contas antigas, tarifas cobradas indevidamente ou sobras de consórcios encerrados. O montante de agosto, último mês com dados disponíveis, é um pouco menor que o de julho, quando havia R$ 10,7 bilhões disponíveis.
Do total atual, R$ 8 bilhões pertencem a pessoas físicas e R$ 2,3 bilhões a empresas. Desde o início do programa, o Banco Central já devolveu R$ 11,7 bilhões, avanço de R$ 400 milhões em relação ao último balanço.
Como saber se você tem dinheiro esquecido
A consulta é simples e gratuita. Basta acessar o site bcb.gov.br/meubc/valores-a-receber, informar o CPF ou CNPJ e clicar em “consultar”. Caso haja valores disponíveis, o sistema orienta o usuário a fazer login com a conta Gov.br , nos níveis prata ou ouro para liberar o saque.
Desde junho, o resgate automático via Pix está disponível para quem tem a chave registrada com o CPF. Nesse caso, o dinheiro é depositado diretamente na conta vinculada, sem necessidade de solicitação manual. O cidadão, no entanto, não recebe aviso do Banco Central quando o valor é transferido.
Nem todas as instituições financeiras aderiram à devolução automática via Pix. Para essas, o saque ainda precisa ser solicitado manualmente o que também vale para contas conjuntas e empresas, que devem consultar os valores por meio do CNPJ.
Entre os motivos para o “dinheiro esquecido” estão contas encerradas com saldo, tarifas cobradas indevidamente, recursos de consórcios não sacados e sobras de cooperativas de crédito. Muitos correntistas nem lembram que têm valores a receber.
O que pode gerar saldo a receber
- Contas corrente ou poupança encerradas com saldo;
- Tarifas ou parcelas cobradas indevidamente;
- Recursos de consórcios encerrados;
- Sobras de cooperativas de crédito;
- Contas pré ou pós-pagas com saldo;
- Contas de corretoras e distribuidoras encerradas com saldo.
Desde o lançamento, o programa se tornou um dos serviços mais acessados do Banco Central, com milhões de consultas mensais. Especialistas reforçam que o sistema é seguro e não envia links por e-mail, SMS ou WhatsApp os acessos devem ser feitos apenas pelo site oficial do BC.









































