Uma área afetada por erosão no Sol Nascente passará por obras de recuperação e contenção nos próximos meses. Nesta quarta-feira (20), equipes técnicas do Governo do Distrito Federal realizaram uma vistoria na Quadra 74, Trecho 3, onde será executado o Plano de Recuperação de Áreas Degradadas (Prad), com investimento previsto de R$ 3,9 milhões.
A ação reúne medidas de engenharia e recuperação ambiental para estabilizar o terreno e reduzir os riscos causados pelo avanço da erosão na região. Entre os serviços previstos estão drenagem, recomposição do solo, revegetação e implantação de estruturas de contenção.
A visita contou com a presença de representantes da Administração Regional do Sol Nascente/Pôr do Sol, da Secretaria de Obras e Infraestrutura e da empresa responsável pela execução do projeto.
Segundo o engenheiro Lucas Araújo, responsável técnico pela obra, o terreno passou por mudanças ao longo dos anos, o que tornou necessária uma atualização do projeto inicial. A primeira etapa será a abertura de uma via de apoio para circulação de veículos e equipamentos utilizados durante a intervenção.
Na sequência, será aplicado o sistema Terramesh, método utilizado para estabilização de encostas e contenção do solo em áreas com pouco espaço disponível. A escolha da tecnologia levou em consideração a proximidade entre a erosão e as residências da região.
“A solução foi pensada justamente para evitar impactos maiores e preservar as moradias próximas ao córrego”, explicou Araújo. A previsão é que a readequação técnica seja concluída ainda nas próximas semanas, permitindo o início da obra.
O secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, afirmou que os danos foram agravados pela ausência histórica de drenagem urbana adequada no local. De acordo com ele, as intervenções atuais só se tornaram possíveis após as obras de infraestrutura implantadas recentemente no Sol Nascente. “A água das chuvas escoava sem controle durante muitos anos, comprometendo o terreno e trazendo insegurança para os moradores. Agora, conseguimos avançar para uma solução definitiva”, declarou.
A administradora regional Michelle Aires destacou que a comunidade acompanha a obra com expectativa positiva. Moradora da região há mais de uma década, Lucineide Santos da Silva afirmou que as famílias conviviam com medo devido ao risco provocado pela erosão. “Muita gente sofreu aqui durante anos. Hoje temos esperança de finalmente ver esse problema resolvido”, afirmou a moradora.





































