Uma ação de saúde realizada em Taguatinga ampliou, nesta semana, o acesso de mulheres em situação de rua a métodos de planejamento reprodutivo oferecidos pela rede pública. No Centro POP da região, a iniciativa passou a disponibilizar o implante contraceptivo Implanon, método de longa duração recentemente incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS).
O dispositivo é inserido sob a pele do braço em procedimento simples, com anestesia local, e libera hormônio de forma contínua por até três anos. Por dispensar o uso diário ou aplicações frequentes, o método se mostra mais adequado para mulheres que enfrentam dificuldades de acesso regular aos serviços de saúde.
A iniciativa foi conduzida pela equipe do Consultório na Rua de Taguatinga, que atua diretamente nos territórios onde vive a população em situação de rua. Para a médica de Família e Comunidade Samanta Rocha, a oferta do implante amplia as possibilidades de cuidado e fortalece a autonomia das pacientes. “O método se encaixa melhor na realidade de mulheres que não conseguem manter uma rotina de acompanhamento contínuo. Ele garante proteção prolongada e permite escolhas reprodutivas com mais segurança”, explicou.
Disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde, o Implanon exige avaliação clínica prévia na Atenção Primária para indicação e inserção. Os profissionais reforçam que, apesar da alta eficácia contraceptiva, o implante não protege contra infecções sexualmente transmissíveis, sendo necessário o uso de preservativos.
Além da oferta do novo método, a ação no Centro POP incluiu atendimentos clínicos, vacinação, testagens rápidas para ISTs e acompanhamento psicossocial. As atividades ocorrem de forma periódica e integram a estratégia da Secretaria de Saúde do Distrito Federal para ampliar o acesso da população em situação de rua aos serviços de saúde.






































