A nova vacina que aumenta a proteção contra doenças graves como pneumonia, meningite e otite começou a ser distribuída nesta semana na rede pública de saúde de todo o país. A vacina pneumocócica 20 (VPC20) passa a fazer parte do calendário oficial do SUS e vai substituir, de forma gradual, os imunizantes utilizados até então (Pneumo 10, Pneumo 13 e a polissacarídica 23).
A mudança, no entanto, tem gerado muitas dúvidas nos postos de saúde e em grupos de pais: afinal, quem já tomou as vacinas antigas precisa voltar para receber a nova?
A resposta é não. O Ministério da Saúde informou que as crianças que já estão com o esquema vacinal completo continuam protegidas e não precisam reiniciar ou complementar a vacinação.
Como vai funcionar a transição nos postos?
Como a substituição será feita aos poucos — conforme os estoques antigos forem acabando —, o governo preparou um esquema misto para quem está no meio do processo de vacinação. Veja em qual situação seu filho se encaixa:
-
Vai tomar a 1ª dose agora: Começa com a nova Pneumo 20; a 2ª dose será com a Pneumo 10 (enquanto durarem os estoques) e o reforço será com a Pneumo 20.
-
Já tomou a 1ª dose da Pneumo 10: Vai tomar a 2ª dose e a dose de reforço já com a nova Pneumo 20.
-
Já tomou as duas primeiras doses da Pneumo 10: Vai receber a dose de reforço (aplicada a partir dos 12 meses) com a nova Pneumo 20.
-
Já tomou as 3 doses (esquema completo): Está totalmente protegido. Não precisa fazer nada.
Assim que os estoques da vacina antiga (Pneumo 10) zerarem, o SUS passará a aplicar apenas a Pneumo 20.
Por que a vacina mudou?
A doença pneumocócica é provocada por uma bactéria (o pneumococo) e é apontada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como a maior causa de morte infantil por doença que pode ser evitada com vacina.
O principal diferencial da Pneumo 20 é que ela protege contra um número maior de sorotipos dessa bactéria, justamente aqueles que mais causam a chamada pneumonia invasiva (quando a infecção atinge partes do corpo que deveriam estar livres de germes, como o sangue ou o pulmão).
A vacina também barra a evolução da otite média, uma infecção de ouvido que parece simples, mas que pode causar perda auditiva e evoluir para infecção generalizada.
Letalidade passa de 30% no Brasil
A gravidade da doença acende um alerta: entre 2023 e 2025, o Brasil registrou 4,6 mil casos de meningite pneumocócica e 1,4 mil mortes. Isso significa que mais de 30% das pessoas que contraíram esse tipo de meningite no país não resistiram à doença.







































