Uma ampla reformulação na estrutura da saúde pública do Distrito Federal começou a ser implantada nesta quinta-feira (9). O Governo do Distrito Federal (GDF) publicou dois decretos que reorganizam o funcionamento da rede hospitalar, com a criação da Rede Distrital de Hospitais Públicos (RDHP) e da Rede de Inteligência em Saúde (RIS-DF).
A proposta é fazer com que os hospitais deixem de atuar de forma independente e passem a integrar um único sistema de gestão, permitindo maior articulação entre as unidades e mais eficiência na prestação dos serviços. A expectativa é reduzir entraves administrativos, melhorar o fluxo de pacientes e tornar mais ágil a utilização dos recursos disponíveis.
Pelas novas regras, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) passa a coordenar uma rede hospitalar regionalizada, organizada sob uma governança única. Entre as mudanças previstas estão a integração da regulação de leitos, a facilitação da transferência de pacientes entre hospitais e o compartilhamento de insumos, equipamentos e outras estruturas assistenciais.
Além da reorganização da rede hospitalar, a criação da Rede de Inteligência em Saúde pretende fortalecer o planejamento da saúde pública por meio da integração de informações estratégicas. A iniciativa busca oferecer suporte à tomada de decisões, ao acompanhamento de indicadores e ao planejamento de ações voltadas ao atendimento da população, em conformidade com os princípios do Sistema Único de Saúde (SUS).
As mudanças também provocaram alterações na estrutura administrativa da pasta. Victor Leonardo Arimatea Queiroz foi nomeado diretor-executivo do Centro Integrado de Comando em Saúde. Michelline Pedrosa de Melo foi nomeada secretária-executiva de Gestão Hospitalar.
Também foram oficializadas as nomeações de Roberta Danielle Mendonça de Melo Fiuza para a chefia da Assessoria de Governança Clínica da Secretaria Executiva de Gestão Hospitalar e de Luzia Helena Leite Andrade para a Diretoria-Geral do Complexo Regulador em Saúde do Distrito Federal, vinculada à Secretaria Executiva de Assistência à Saúde.
Com a reformulação, o GDF aposta em uma gestão mais integrada para ampliar a eficiência da rede pública hospitalar, otimizar recursos e oferecer um atendimento mais coordenado aos usuários do Sistema Único de Saúde.





































