O Distrito Federal voltou a marcar presença em uma das principais competições estudantis de foguetes do país. Cinco alunos da EduSesc Taguatinga foram a Barra do Piraí, no Rio de Janeiro, para participar da etapa nacional da XX Olimpíada Brasileira de Foguetes (OBAFOG).
A equipe é formada por Vitória Jesus, Ana Victória Laurentino, Sara Teles, Richard Machado e Caio Lima. Os estudantes são acompanhados pela coordenadora Fabiana Cavalcanti e enfrentam equipes de diferentes estados em uma disputa que combina conhecimento científico, criatividade e trabalho em grupo.
Realizada no Hotel Fazenda Ribeirão, a Jornada Brasileira de Foguetes reúne 105 equipes. A programação teve início na segunda-feira e terminou nesta quinta-feira (13).
Os representantes de Taguatinga não são estreantes no pódio. Em 2024, a instituição conseguiu colocar equipes nas duas primeiras posições da competição, resultado que aumentou a expectativa para a participação deste ano.
Fabiana Cavalcanti afirma que o desempenho anterior serve de incentivo para os alunos na nova disputa. “Queremos repetir a conquista e trazer mais um campeonato para o DF”, destaca.
Desafio começa antes do lançamento
Para ver o foguete ganhar altura, os estudantes precisam primeiro colocar a ciência em prática. Durante a competição, os participantes passam por oficinas e trabalham na construção e no aperfeiçoamento dos modelos antes das tentativas oficiais.
Os protótipos são produzidos a partir de materiais acessíveis. Garrafas PET dão forma aos foguetes, e tubos de PVC são utilizados nas bases de lançamento. Já o impulso é provocado pela reação entre vinagre e bicarbonato de sódio.
Por trás de uma estrutura aparentemente simples, estão conhecimentos de Física, Química e Matemática. Os competidores precisam avaliar os resultados de cada experiência, corrigir problemas e buscar soluções capazes de melhorar o desempenho dos projetos.
A dinâmica também aproxima os jovens de princípios de Engenharia e da cultura maker, baseada na experimentação e na construção como ferramentas de aprendizagem.
Além de disputar posições no ranking, a experiência busca estimular o interesse pela ciência desde a Educação Básica. Trabalho coletivo, raciocínio lógico, criatividade e capacidade de solucionar problemas fazem parte da jornada.
Para os cinco alunos de Taguatinga, a edição deste ano ainda traz um desafio particular: mostrar que o desempenho alcançado em 2024 pode se repetir e manter o Distrito Federal no topo da competição nacional.





































