O ar no Distrito Federal voltou a atingir níveis críticos de aridez, impondo uma rotina de deserto aos moradores da capital neste meio de agosto. Sob a vigência de um alerta laranja emitido pelo Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), a umidade relativa do ar pode descer à marca impressionante de 12% entre esta sexta-feira (14) e o sábado (15) — patamar que roça o limite do nível vermelho, a classificação máxima de emergência do órgão.
O epicentro do calor e do tempo seco tem endereço certo: a região do Gama, que já havia registrado o menor índice da temporada no início da semana (13%, no dia 10) e agora volta a liderar o ranking da aridez no DF. O vilão da vez é um bloqueio atmosférico persistente. Uma massa de ar quente e seco instalada sobre a Região Central impede a formação de nuvens e afasta qualquer possibilidade de chuva, empurrando os termômetros para cima e espremendo a umidade para baixo, sobretudo no período da tarde.
O cenário exige cautela redobrada. Além de disparar o risco de grandes incêndios florestais na vegetação do Cerrado, a secura extrema cobra um preço alto da saúde pública, aumentando os atendimentos por problemas respiratórios, sangramentos nasais e desidratação.
E o alívio não virá tão cedo: a estiagem severa deve se prolongar ao menos até segunda-feira (17). Uma discreta subida nos índices é esperada a partir de terça-feira (18), quando a umidade deve oscilar entre 30% e 35% — um patamar ainda considerado baixo, mas suficiente para dar algum fôlego à população antes das próximas semanas de estiagem.


































