O comandante-geral da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), coronel Flávio Mendonça Palhares, participou nesta sexta-feira (16) do programa Vozes da Comunidade, apresentado por Toni Duarte e compondo a bancada o jornalista Jorge Poliglota.
Durante quase duas horas de entrevista, o comandante respondeu a perguntas sobre efetivo, aquisição de equipamentos, saúde mental da tropa e planejamento eleitoral — e dedicou parte significativa da conversa a detalhar as operações policiais em curso, com destaque para a Operação Kratos, voltada ao reforço do policiamento nos fins de semana.
Questionado sobre o balanço da Operação Brasília Mais Segura — que, segundo apuração anterior, teria colocado mais de 1.200 policiais nas ruas —o Comandante Palhares ampliou a resposta para o conjunto de operações que a corporação mantém em curso atualmente, entre elas a Kratos, a Escudo e a recém-anunciada Eclipse.
Ao explicar a Operação Kratos especificamente, o comandante afirmou que o nome remete ao termo grego que significa “a personificação da força” e detalhou a lógica do reforço:
“Todos os finais de semana nós estamos colocando, além daquele policiamento ordinário, aquele já existente nas ruas, naturalmente nós estamos colocando em torno de mais 2.000 policiais, de sexta a domingo, realizando policiamento em todo o Distrito Federal, sem privilegiar nenhuma região administrativa.”
Segundo ele, a magnitude do reforço não tem precedentes na corporação — nem pelo volume de efetivo empregado, nem pelo modelo de execução:
“Estamos falando de uma intensificação massiva de policiamento sem precedentes na história da nossa corporação. Digo sem precedentes não apenas pela quantidade, pelo volume, mas pelo modelo sistemático de atuação e pela forma planejada de atuação.”
O comandante descreveu ainda a arquitetura logística da operação, que combina um ponto de lançamento principal com ações simultâneas em outras regiões do DF — estratégia que, segundo ele, tem como objetivo não apenas reduzir índices de criminalidade, mas também produzir uma percepção de segurança mais tangível para a população:
“É importante que o público, o cidadão, que a população, a comunidade, para além de enxergar isso de maneira abstrata — que somos a capital mais segura do país —, na prática, onde eu moro, eu esteja me sentindo seguro.”
Palhares fez questão de contextualizar o esforço dentro do que classificou como uma posição de destaque nacional da segurança pública do DF, mas evitou tratar esse status como resultado consolidado:
“Nós somos a capital mais segura do país. Nós somos a unidade da federação mais segura do país. Mas por vezes a sensação de segurança em uma outra localidade ela acaba não sendo alcançada por esse número.”
Ao ser perguntado diretamente se pretende dar continuidade à operação e torná-la permanente, o comandante não cravou um formato definitivo, mas indicou que o ritmo será mantido pelo menos até o fim do ano:
“Esse esforço operacional que nós estamos fazendo, vamos seguir com esse esforço até o final do ano. Ele tem essa expectativa de reduzir os índices criminais, e estamos reduzindo índices criminais com a Operação Brasília Mais Segura, com a Operação kratos, com a Operação Escudo na Asa Norte, com a Operação Eclipse — [operação] nova que nós vamos lançar —, com o emprego de drones, entre outras ações.”
Acompanhe ao Vozes da Comunidade na íntegra:




































