O ex-governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB) foi chamado a prestar depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a situação financeira e patrimonial do Jockey Club de São Paulo. O requerimento foi aprovado nesta terça-feira (11) pela Câmara Municipal de São Paulo e também convoca o empresário Benjamin Steinbruch, presidente da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN).
Perillo integrou o Conselho de Administração do Jockey Club e deverá ser ouvido sobre decisões relacionadas à gestão da entidade. Segundo o requerimento aprovado pela comissão, os vereadores querem esclarecimentos sobre questões administrativas, financeiras e patrimoniais, incluindo a transferência do direito de construir e obrigações financeiras do clube com o município.
Steinbruch, que também já presidiu o Jockey e fez parte do conselho da instituição, será questionado sobre medidas administrativas e financeiras adotadas durante sua passagem pela entidade.
A CPI, presidida pelo vereador Gilberto Nascimento Jr. (PL), tenta esclarecer a situação de uma instituição que acumula um passivo tributário próximo de R$ 1 bilhão com a Prefeitura de São Paulo, segundo informações apresentadas pela Câmara Municipal. Entre os débitos está o IPTU.
Os vereadores apuram a gestão das dívidas tributárias do Jockey, a venda ou transferência de potencial construtivo e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados na restauração e preservação do patrimônio histórico da entidade.
A comissão também pretende verificar a existência de possíveis irregularidades na administração dos recursos, passivos trabalhistas e na fiscalização feita pelo poder público.
Ao justificar a abertura da CPI, Gilberto Nascimento Jr. afirmou que os trabalhos devem apurar se houve desvio de finalidade ou utilização inadequada de recursos, além de avaliar se a Prefeitura adotou as providências administrativas cabíveis diante da situação financeira e patrimonial do Jockey.
A investigação coloca sob escrutínio decisões tomadas ao longo de diferentes gestões do clube e a relação da instituição com o município, especialmente em operações envolvendo seu patrimônio e potencial construtivo.
Quando as investigações vieram à tona, Marconi Perillo negou ter participação em qualquer irregularidade relacionada ao Jockey Club. O ex-governador classificou como uma “leviandade absurda” a tentativa de associar seu nome às suspeitas.
Perillo também afirmou que não participou da escolha das empresas contratadas pela instituição.



































