A crise no Banco de Brasília (BRB) deixou de ser apenas um problema institucional e passou a ocupar o centro da agenda política do Distrito Federal. Diante da repercussão da prisão do ex-presidente da instituição, Paulo Henrique Costa, a governadora Celina Leão endureceu o discurso e sinalizou que o caso terá desdobramentos rigorosos.
No Palácio do Buriti há pouco mais de duas semanas, Celina trata o episódio como um teste de credibilidade para a nova gestão. A ordem interna é agir rapidamente para conter o desgaste e evitar que a crise respingue na imagem do banco, considerado estratégico para a economia local.
A leitura no governo é de que o momento exige mais do que posicionamentos formais. Por isso, a atuação tem sido dividida entre o acompanhamento direto das investigações e a adoção de medidas para reforçar o controle interno da instituição.
A governadora deixou claro que não haverá margem para tolerância em caso de irregularidades. Nos bastidores, o recado é direto: qualquer indício de fraude ou manipulação será tratado com rigor, com responsabilização dos envolvidos.
“O assunto está sob análise do Judiciário, que tem a competência para conduzir a apuração. O governo atua com transparência, respeito às instituições e colaboração integral para que os fatos sejam esclarecidos”, afirmou Celina, em nota.
Ao mesmo tempo, o Governo do Distrito Federal iniciou auditorias internas para mapear possíveis falhas e entender a extensão dos problemas. A estratégia é produzir um diagnóstico completo e, ao mesmo tempo, demonstrar reação rápida diante da crise.
Mais do que uma resposta administrativa, o movimento tem peso político. A nova gestão busca conter danos à imagem do BRB e evitar reflexos mais amplos na economia local. Ao mesmo tempo, reforça uma linha de atuação sem blindagem: a apuração será levada até o fim, com responsabilização de quem for apontado pelas investigações.






































