A disseminação de informações incorretas nas redes sociais tem causado insegurança entre beneficiários de programas sociais no Distrito Federal. Nos últimos dias, mensagens afirmando que assistentes sociais e outros profissionais da assistência social estariam impedidos de entrar nas residências das famílias levaram muitas pessoas a questionar os procedimentos adotados durante visitas domiciliares realizadas pela Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF).
Diante da repercussão, a pasta reforçou que não existe proibição para a realização desses atendimentos. O que determina a regulamentação vigente é que a entrada dos profissionais na residência depende da autorização dos moradores. Sem esse consentimento, o acesso ao imóvel não pode ocorrer.
As visitas domiciliares fazem parte da rotina de atendimento da assistência social e são utilizadas tanto para a atualização de dados do Cadastro Único quanto para o acompanhamento de famílias em situação de vulnerabilidade. O procedimento é considerado uma ferramenta importante para garantir que os programas sociais atendam corretamente quem realmente necessita do benefício.
Segundo a secretária de Desenvolvimento Social, Giselle Ferreira, informações divulgadas de forma incompleta têm provocado interpretações equivocadas sobre as regras adotadas pelo governo federal. “Algumas famílias passaram a rejeitar o atendimento por acreditarem que os profissionais não poderiam mais realizar as visitas. Isso tem gerado dificuldades para a regularização de cadastros e para a manutenção de benefícios”, afirma.
Uma das situações que exigem atendimento presencial é a atualização cadastral de famílias unipessoais e de pessoas que apresentam pendências no Cadastro Único. Nesses casos, a visita é uma etapa necessária para confirmar informações e corrigir inconsistências que possam comprometer o acesso a programas como o Bolsa Família e o Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Para atender a essa demanda, a Sedes mantém a Central do Cadastro Único (Cecad), equipe especializada em atendimentos domiciliares. O serviço foi criado para alcançar famílias que enfrentam dificuldades de deslocamento, grupos populacionais tradicionais e beneficiários que precisam regularizar informações para evitar bloqueios ou suspensões de pagamentos.
Antes de cada visita, os servidores entram em contato com antecedência para realizar o agendamento e explicar os motivos do atendimento. As equipes utilizam uniforme, crachá funcional e veículos oficiais do Governo do Distrito Federal, facilitando sua identificação pelos moradores.
A secretaria destaca, ainda, que o objetivo dessas ações não é fiscalizar residências nem aplicar punições. No caso do Cadastro Único, o foco é exclusivamente a coleta e atualização de informações necessárias para a gestão dos benefícios sociais. Já as visitas realizadas por assistentes sociais e outros profissionais da rede socioassistencial buscam compreender as necessidades das famílias e identificar formas de ampliar o acesso à proteção social.
A Sedes orienta os beneficiários a procurarem informações apenas pelos canais oficiais e a não se basearem em conteúdos compartilhados sem confirmação. De acordo com a pasta, a colaboração das famílias durante os atendimentos é fundamental para evitar pendências cadastrais e garantir a continuidade dos programas sociais.




































