O Vale do Jequitinhonha, região que concentra algumas das maiores reservas brasileiras de minerais estratégicos, deve receber um novo aporte internacional. A mineradora canadense Spark Energy Minerals assinou nesta quarta-feira (17) um protocolo de intenções com o Governo de Minas para investir R$ 150 milhões no Projeto Arapaima, voltado à pesquisa e futura exploração de lítio, terras raras, gálio e outros minerais considerados essenciais para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.
O acordo foi formalizado durante a abertura do 3º Brazil Lithium & Critical Minerals Summit 2026, realizado em Belo Horizonte. O encontro reúne representantes de governos, empresas e investidores de diversos países para discutir oportunidades de negócios em um mercado que ganha importância com o avanço da eletrificação, da produção de baterias e das tecnologias voltadas à economia de baixo carbono.
Segundo o protocolo, o investimento deverá gerar cerca de 100 empregos diretos na região e impulsionar uma nova etapa de pesquisas geológicas no Vale do Lítio, área que vem atraindo empresas nacionais e estrangeiras interessadas na exploração de minerais críticos.
O Projeto Arapaima prevê estudos para identificar e desenvolver jazidas de lítio, terras raras e gálio — matérias-primas utilizadas na fabricação de baterias para veículos elétricos, equipamentos eletrônicos, sistemas de armazenamento de energia e aplicações na indústria de defesa.
O cronograma contempla, nos próximos anos, etapas de pesquisa mineral, estudos de viabilidade econômica, licenciamento ambiental e captação de recursos. Caso todas as fases sejam concluídas conforme o planejamento, a expectativa é que a produção mineral tenha início em 2030.
A assinatura do memorando ocorre em um momento de crescente disputa internacional por minerais considerados estratégicos para a segurança energética e tecnológica. Nesse cenário, Minas Gerais tem ampliado sua presença no mapa global de investimentos do setor, especialmente no Vale do Jequitinhonha, onde a exploração de lítio impulsionou uma nova dinâmica econômica nos últimos anos.
Para o governo estadual, a chegada de novos empreendimentos fortalece a posição de Minas como fornecedor de insumos para cadeias industriais ligadas à mobilidade elétrica, energias renováveis e tecnologia de ponta, além de ampliar as perspectivas de geração de emprego e renda no interior do estado.
Com sede em Vancouver, no Canadá, a Spark Energy Minerals mantém operação brasileira em Belo Horizonte e controla mais de 91 mil hectares de direitos minerários no Vale do Lítio. A empresa afirma possuir um dos maiores conjuntos contínuos de áreas destinadas à pesquisa de minerais críticos na região, considerada uma das mais promissoras do mundo para esse tipo de exploração.





































