A destruição de abrigos de ônibus continua impondo um desafio ao Governo do Distrito Federal. Enquanto equipes trabalham na instalação de novas estruturas e na recuperação das já existentes, atos de vandalismo seguem comprometendo o patrimônio público e gerando despesas extras com manutenção.
Somente nos meses de maio e junho deste ano, 130 ocorrências foram registradas em paradas de ônibus espalhadas pelo Distrito Federal. O levantamento aponta que a maioria dos casos envolve vidros quebrados, furto de peças metálicas e bancos danificados, problemas que acabam afetando diretamente quem utiliza o transporte coletivo.
As ocorrências foram distribuídas por diferentes regiões administrativas. Guará, Asa Norte, Asa Sul, Águas Claras, Taguatinga, Gama, Lago Norte, Lago Sul, Jardim Botânico e Eixo Monumental estão entre os locais com maior número de registros. Em maio, foram contabilizados 72 episódios. No mês seguinte, outros 58 casos entraram para o balanço.
A reincidência dos atos de depredação tem chamado a atenção das equipes responsáveis pela manutenção. Em Águas Claras, por exemplo, um abrigo localizado na Avenida Castanheiras precisou passar por reparos e voltou a ser alvo de vandalismo no dia seguinte. A parada de número 894 teve os vidros e a moldura do painel publicitário destruídos em 12 de junho. Após o conserto, concluído no dia 15, a estrutura foi novamente danificada em 16 de junho.
Mesmo diante do cenário, o GDF mantém a expansão da rede de abrigos. Desde 2019, foram implantadas 1.613 estruturas, sendo 1.234 construídas em concreto e outras 379 em metal e vidro.
O trabalho também inclui a conservação dos equipamentos já instalados. Apenas em 2025, foram entregues 654 novos abrigos em 20 regiões administrativas e realizadas 156 manutenções corretivas. Em áreas onde os casos de vandalismo são recorrentes, a estratégia passou a priorizar a instalação de estruturas de concreto, consideradas mais resistentes. Em Ceilândia, 49 abrigos de metal e vidro já foram substituídos por esse modelo.
A recomendação é que a população comunique imediatamente à Polícia Militar, pelo telefone 190, qualquer ato de vandalismo em andamento. Já os danos identificados após as ocorrências podem ser informados à Ouvidoria-Geral do Distrito Federal, pelo número 162, ou registrados pelo portal Participa-DF.






































