Brasília será tomada por corredores neste sábado (31) com a realização da 53ª edição da Corrida de Reis, evento que se transformou em um dos maiores encontros esportivos da região Centro-Oeste. A competição começa às 17h e reúne participantes de diferentes idades e níveis de preparo físico. Somadas as provas infantil e adulta, a organização projeta público superior a 20 mil pessoas.
Criada ainda na década de 1970, a corrida acompanhou a evolução da prática esportiva na capital. Hoje responsável pela coordenação técnica, o professor Francisco Xavier vivenciou praticamente todas as fases do evento. Ele começou como competidor, depois assumiu funções administrativas no atletismo local e, atualmente, atua na organização. Para ele, o crescimento do número de corredores está ligado à mudança no comportamento da população. “No começo, quem corria era visto como estranho. Pouca gente acreditava que isso viraria um hábito popular. Hoje, vemos famílias inteiras participando”, comenta.
O formato atual da prova foi desenhado para contemplar tanto iniciantes quanto atletas mais experientes. Os inscritos podem optar entre dois percursos: um trajeto menor, pensado para quem busca completar a prova com tranquilidade, e outro mais extenso, voltado a corredores treinados e competidores profissionais. A estratégia, segundo a coordenação, é ampliar o acesso sem comprometer a qualidade técnica.
A largada ocorre em frente ao Palácio do Buriti e o percurso segue por áreas centrais do Plano Piloto, atravessando avenidas e pontos conhecidos da capital até a chegada na Arena BRB Nilson Nelson. A proposta é unir esporte e paisagem urbana, oferecendo aos participantes uma experiência que vai além do desempenho físico.
Depois da prova, a programação segue com uma apresentação musical para marcar o encerramento da edição. O evento, além do caráter esportivo, também se consolidou como atividade cultural e de lazer para moradores e visitantes.
De acordo com Francisco Xavier, a edição de 2026 é resultado da ampliação da estrutura e do apoio institucional ao longo dos últimos anos. “O número de vagas cresceu porque houve investimento e planejamento. Isso permitiu transformar a corrida em um evento realmente acessível, onde qualquer pessoa pode participar”, afirma.






































