Na véspera de completar 65 anos, Brasília reforçou seu papel como coração cívico do país com uma cerimônia especial de Troca da Bandeira Nacional neste domingo (20), na icônica Praça dos Três Poderes.
O evento, que integra o calendário oficial do turismo cívico brasileiro, foi promovido pelo Governo do Distrito Federal (GDF) e marcou o início das celebrações de aniversário da capital.
Diferente das edições mensais regulares — sempre realizadas no primeiro domingo de cada mês —, a solenidade deste domingo teve um simbolismo extra. Coube à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros do DF conduzirem o ritual, numa homenagem à cidade que nasceu planejada para abrigar os três poderes da República e hoje é também símbolo de resistência, diversidade e modernidade.
A cerimônia seguiu o tradicional protocolo: leitura do histórico da Bandeira Nacional, hasteamento de um novo exemplar ao som do Hino Nacional, salva de 21 tiros de canhão, arriamento da bandeira anterior e o desfile das tropas, embalado pelo Hino da Bandeira. A Praça, ocupada por civis e militares, tornou-se mais uma vez o palco do respeito e do orgulho nacional.
No centro da solenidade, a maior bandeira do Brasil — e do mundo em uso contínuo, segundo o Guinness Book. São 286 metros quadrados de tecido verde e amarelo, com 90 quilos e 20 metros de comprimento, tremulando a 105 metros de altura. Na base do mastro, a frase que ecoa o sentimento da cerimônia: “Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira, sempre no alto – visão permanente da Pátria.”
A cada 30 dias, esse símbolo é substituído por conta da ação do tempo. O exemplar anterior é incinerado de forma protocolar e respeitosa, enquanto a manutenção da estrutura do mastro fica por conta da Novacap.
Mais do que uma formalidade, a cerimônia da Troca da Bandeira é uma declaração contínua da identidade de Brasília — uma cidade que, mesmo em meio aos desafios de ser a capital política do país, mantém vivos os valores cívicos que a fundaram.
E neste aniversário, nada mais simbólico do que ver, mais uma vez, a bandeira subir aos céus do Planalto Central como um lembrete de que, apesar de tudo, a Pátria segue firme, sob o olhar atento da sua capital.





































