A poucos quilômetros do Recanto das Emas, a Região Administrativa de Água Quente começa a ganhar contornos de cidade estruturada. Sob a liderança da administradora regional, Lúcia Gomes da Silva, o local vem passando por uma transformação visível com novos equipamentos públicos, melhorias na mobilidade e avanços na área social.
Com perfil de gestora prática e comprometida com a comunidade, Lúcia conhece de perto os desafios da região. Moradora antiga do condomínio Betânia, ela viveu o período em que faltava água, energia e asfalto. Hoje, fala com propriedade sobre as demandas locais e a pressa em ver o progresso sair do papel. “Meu maior desejo é ver o esgoto e o asfalto prontos. Eu sei o quanto a população sofre sem isso”, afirma.
Entre os principais avanços, está a construção da primeira UPA de Água Quente, considerada por Lúcia o “grande presente” para os moradores. O projeto está em fase de licitação e integra o pacote de obras que inclui também duas novas escolas, uma creche, um terminal rodoviário e um restaurante comunitário ,todos próximos do centro administrativo da cidade.
No transporte público, a administradora lembra que, quando assumiu o cargo, a cidade contava com apenas três linhas de ônibus e sem ponto de apoio da empresa responsável. A situação começou a mudar com a instalação de um posto da operadora ao lado da administração regional. “Hoje, o terminal vive lotado no início do dia. O transporte ficou mais acessível e os moradores deixaram de depender de Santo Antônio do Descoberto”, explica.
Na saúde, Água Quente passou a contar com duas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e uma farmácia regional, que agora distribui também medicamentos controlados. A sala de vacinação foi reformada com emenda do deputado Jorge Vianna, e o atendimento odontológico e de agentes comunitários foi ampliado.
Outro eixo de preocupação é a educação. Antes, crianças pequenas precisavam se deslocar até o Recanto das Emas para estudar. Hoje, com a criação de uma nova escola e ampliação da creche local, a maior parte dos alunos permanece na própria comunidade.
A segurança pública também recebeu reforço. O efetivo da Polícia Militar dobrou, passando de uma para duas viaturas, com oito policiais. As operações conjuntas entre as polícias Civil e Militar resultaram em apreensões de drogas e armas. A cidade conta ainda com um Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) ativo e apoio regular do Corpo de Bombeiros.
Lúcia tem buscado incentivar o comércio e o empreendedorismo feminino. Com sua orientação, um grupo de cerca de 30 mulheres artesãs fundou o Instituto Criando Arte, que hoje participa de feiras no Buriti e na Câmara Legislativa. “Elas não ficam mais à beira da pista vendendo seus produtos. Ganharam dignidade, renda e visibilidade”, comemora.
A administradora também destaca a chegada de novos empreendimentos, como o supermercado Vivendas, que deve ser inaugurado ainda este ano, e a instalação futura de uma unidade da Super Adega. Postos de combustível e outras empresas também estudam se instalar na região.
Lúcia não disfarça o orgulho de acompanhar de perto o crescimento da cidade que ajudou a construir. “Ver Água Quente se desenvolver é uma realização pessoal. Eu conheço cada rua, cada morador, e sei o quanto todos sonham com uma cidade mais estruturada. É isso que me move todos os dias.”
Entre obras, projetos sociais e o esforço cotidiano de conscientizar moradores sobre a limpeza urbana, Água Quente começa a deixar para trás a imagem de cidade esquecida por governos passados . E, sob a gestão do governador Ibaneis Rocha e o olhar atento de uma administradora que também é moradora da região , Água Quente vive um novo tempo de progresso e desenvolvimento.






































