Uma operação de alta complexidade mobilizou os sistemas de saúde e de segurança pública do Distrito Federal e do Rio Grande do Sul para salvar a vida de uma criança de apenas 2 anos. O bebê, diagnosticado com encefalite viral (uma inflamação grave no cérebro), precisava ser transferido com urgência de um leito de UTI em Porto Alegre para o Hospital da Criança de Brasília (HCB).
A articulação entre os estados e a decolagem da aeronave levaram menos de 12 horas. O pedido de socorro partiu da Secretaria de Saúde de Porto Alegre na noite de terça-feira (26) e, na manhã de quarta (27), o avião já estava no ar.
Os bastidores da força-tarefa
Para que o paciente não ficasse sem o suporte de terapia intensiva em nenhum momento, o Comando de Aviação do Corpo de Bombeiros do DF (CBMDF) trabalhou durante a madrugada para traçar a rota mais rápida e segura.
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Aeronave: Foi utilizado o avião Grand Caravan EX (Resgate 09), totalmente configurado como UTI aérea.
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Equipe voluntária: Três pilotos, um médico e um enfermeiro de transporte aéreo, além de uma médica pediatra, se voluntariaram para a missão.
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Trajeto: A viagem de quase 2 mil quilômetros exigiu paradas técnicas para reabastecimento em Maringá (PR), tanto na ida quanto na volta.
“Ter a serviço da população do Distrito Federal um efetivo capaz de cumprir prontamente qualquer missão que lhe seja determinada e, acima de tudo, executá-la de forma voluntária, demonstrando não só capacidade técnica, mas também empatia e amor ao próximo, é motivo de orgulho para todos nós, bombeiros militares”, afirmou o Comandante do CBMDF, Coronel Moisés Alves Barcelos.
O desembarque
O avião com o bebê e a mãe pousou no Aeroporto Internacional de Brasília no início da noite de quinta-feira (28), às 18h05.
Após o pouso em Brasília, uma unidade de resgate do CBMDF realizou o transporte terrestre da criança, da mãe e da equipe médica até o Hospital da Criança.




































