Nesta sexta-feira, 4 de setembro, o presidente da Agência Reguladora de Águas, Energia e Saneamento Básico do Distrito Federal (Adasa), Raimundo Ribeiro, participou do programa Vozes da Comunidade. Na ocasião, trouxe informações de qualidade à população que acompanha a atração apresentada pelo jornalista Tony Duarte. O Vozes da Comunidade tem sido um canal que fomenta o debate plural e a disseminação de informações que fazem parte do cotidiano do brasiliense, num formato multimeios, com transmissão ao vivo todas as sextas-feiras, às 10h, pelo canal @VozesdaComunidadeFM, e retransmissão por rádios comunitárias do DF e Entorno.
Questionado sobre os investimentos feitos em infraestrutura de água e esgoto no DF nos últimos anos, Raimundo Ribeiro apresentou números levantados pela agência: R$ 25 milhões aplicados na expansão das redes de abastecimento, 65 quilômetros de novas adutoras implantadas e 13.183 novas ligações de água realizadas. Segundo o presidente da Adasa, essas obras são executadas via Caesb e se concentraram principalmente em Sobradinho, Planaltina, Estrutural, Pôr do Sol e Sol Nascente — regiões que, segundo ele, “não podia esperar” por apresentarem uma demanda que exigia resposta imediata.
Ribeiro fez questão de destacar que, embora esses investimentos atendam a algumas das demandas mais urgentes, eles ainda estão longe de cobrir a totalidade das necessidades do Distrito Federal. Para ele, é preciso reconhecer que corrigir problemas históricos de infraestrutura “precisa de muito investimento”, e que o volume aplicado até aqui, apesar de importante, não é suficiente diante do tamanho do desafio.
Ao tratar do tema, o presidente da Adasa defendeu a criação de um plano de investimentos a ser desenvolvido ao longo dos próximos dez anos, com o objetivo de que o Distrito Federal — e, segundo ele, o Brasil como um todo — possa alcançar cobertura total de saneamento básico. Ribeiro afirmou que esse tipo de planejamento de longo prazo é necessário para garantir “um saneamento básico mínimo decente e humano” à população.
O dirigente também comentou sobre a dificuldade política de priorizar investimentos em saneamento, já que obras de infraestrutura subterrânea, segundo ele, muitas vezes não geram visibilidade imediata para os governantes. Ribeiro classificou essa lógica como uma “visão egoísta equivocada”, defendendo que o compromisso de quem ocupa um cargo público deve ser com a execução do trabalho, e não com a reeleição.
Por fim, o presidente da Adasa reforçou que, apesar de o Distrito Federal não ser a região com a maior oferta natural de água do país, o trabalho conjunto entre Caesb, Adasa e outros órgãos envolvidos fez com que Brasília hoje sirva de referência em saneamento — ainda que, segundo ele, seja necessário ampliar significativamente os investimentos para consolidar esse patamar.
Acompanhe ao Vozes da Comunidade na íntegra:








































