O Governo do Distrito Federal deu mais um passo na reestruturação administrativa ao encaminhar à Câmara Legislativa uma proposta que amplia o reconhecimento institucional da carreira de Políticas Públicas e Gestão Governamental (PPGG). O texto, assinado nesta quinta-feira (14) pela governadora Celina Leão, classifica a função como típica de Estado dentro da estrutura do serviço público local.
A medida foi apresentada no Palácio do Buriti e integra a estratégia do Executivo de fortalecer setores responsáveis pelo planejamento e pela coordenação de programas governamentais. A expectativa do governo é ampliar a continuidade administrativa e aprimorar os mecanismos internos de gestão.
Celina Leão afirmou que o projeto busca consolidar uma estrutura técnica mais sólida dentro do GDF e dar maior segurança institucional aos servidores que atuam em áreas estratégicas. “Esses profissionais acompanham diretamente o desenvolvimento das políticas públicas e ajudam a garantir organização, planejamento e eficiência na administração. O reconhecimento da carreira representa um avanço importante para o funcionamento do governo”, afirmou.
A carreira reúne servidores que trabalham em diferentes órgãos do Distrito Federal, principalmente em atividades ligadas à gestão pública, à análise de projetos, à modernização administrativa, à governança e ao monitoramento de resultados.
Durante a cerimônia, representantes da categoria destacaram que a proposta fortalece o modelo técnico da administração pública e contribui para preservar o conhecimento acumulado dentro do governo.
Para a presidente do sindicato dos servidores da carreira, Margareth Leles, a iniciativa valoriza os profissionais que participam diretamente da construção e do acompanhamento das ações do Executivo. “Nosso trabalho está ligado ao desenvolvimento das políticas públicas e ao funcionamento da gestão governamental. Esse reconhecimento fortalece a atuação técnica dos servidores e contribui para melhorar os serviços prestados à população”, declarou.
De acordo com o GDF, a proposta não gera novos gastos públicos. O texto não prevê reajustes, criação de benefícios ou aumento do número de cargos. A principal finalidade é formalizar o caráter estratégico das funções exercidas pela carreira dentro da administração distrital.
O governo também argumenta que a iniciativa acompanha modelos já adotados em outras unidades da Federação que vêm investindo no fortalecimento das carreiras voltadas à gestão e ao planejamento estatal.



































