O Carnaval no Distrito Federal vai além da festa e se consolida como uma oportunidade de geração de renda para trabalhadores informais. Em regiões de grande circulação, como a Esplanada dos Ministérios, ambulantes já se organizam para aproveitar o aumento do público e reforçar o orçamento com a venda de alimentos e bebidas.
Entre eles está Samara Paixão, que decidiu investir no período festivo para ampliar os ganhos. “A gente vê muita gente na rua e sabe que é uma chance de faturar um pouco mais. Mas também é importante fazer tudo dentro das regras”, afirmou.
Para atuar com mais segurança, ela participou de uma capacitação promovida pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal, que reuniu mais de 150 vendedores na sede do Detran-DF. A ação, coordenada pela Vigilância Sanitária, teve como foco orientar os profissionais antes do início das festividades.
Durante os encontros, os ambulantes receberam orientações práticas sobre higiene, conservação e manipulação de alimentos. Foram destacados cuidados como evitar contato dos produtos com o chão, manter a separação entre alimentos e materiais de limpeza e utilizar gelo produzido com água potável. Também houve alerta sobre a venda de bebidas sem procedência comprovada ou fora dos padrões de rotulagem.
De acordo com a gerente de alimentos da Vigilância Sanitária, Dillian Silva, o trabalho educativo é fundamental para reduzir riscos. “Nossa prioridade é orientar antes que os problemas aconteçam. Quando o ambulante entende as regras, ele consegue se adequar e evitar sanções mais severas”, explicou.
Ela também ressaltou que a medida beneficia toda a cadeia envolvida. “A população consome com mais segurança e o trabalhador ganha confiança para exercer a atividade”, destacou.
A Secretaria de Saúde deve intensificar a fiscalização ao longo de fevereiro, acompanhando mais de 170 eventos entre o pré-Carnaval e o período oficial da folia. As equipes vão avaliar desde a comercialização de alimentos e bebidas até as condições estruturais dos eventos.
Entre os pontos analisados estão a presença de ambulâncias, a organização dos atendimentos de emergência, rotas de fuga e a quantidade de banheiros químicos disponíveis para o público. A fiscalização também vai atuar no combate à venda de produtos irregulares.
“Não vamos permitir a comercialização de itens sem origem comprovada ou que representem risco à saúde, como bebidas adulteradas ou dispositivos proibidos”, reforçou Dillian.
Com a combinação de orientação e fiscalização, o objetivo é garantir que o Carnaval no DF ocorra de forma segura, organizada e com benefícios tanto para quem trabalha quanto para quem aproveita a festa.






































