O Metrô-DF avança em duas frentes de expansão que devem levar o sistema a bairros hoje sem acesso direto à rede: Samambaia e Ceilândia. As informações foram confirmadas pelo presidente da companhia, Handerson Cabral, em participação no programa Vozes da Comunidade nesta sexta-feira, 31.
Samambaia: entrega prevista para 2028
O contrato para a expansão de 3,5 km e construção de duas novas estações em Samambaia já está assinado, com consórcio contratado e obra em fase de retomada. “Essa previsão é de junho de 2028 a gente concluir essa obra”, afirmou Cabral.
Segundo o presidente, o cronograma passou por ajustes recentes, mas a obra deve ganhar ritmo já em agosto: “Nós estamos fazendo alguns trabalhos ali que têm exigido a gente um pouco mais demorados, mas agora, em agosto, a gente deve estar retomando com mais vigor.”
Ceilândia: licitação em fase final
Diferente de Samambaia, a expansão para Ceilândia ainda não saiu do papel. Nesta sexta-feira, a companhia publicou o resultado da nota final do processo licitatório — passo que antecede a abertura da documentação técnica da empresa mais bem colocada.
“Nessa sexta-feira foi publicado o resultado da avaliação final, a nota final que nós estamos fazendo. Ceilândia é uma licitação para construir a expansão de 2 km e meio e duas novas estações”, detalhou o presidente.
Segundo Cabral, a expectativa é fechar o processo em até 20 dias: “Nesses próximos 15, 20 dias a gente já deve encaminhar para ter a finalização da licitação da Ceilândia também.”
A nova linha vai se estender a partir do atual Terminal Ceilândia até as proximidades da BR-070. “Nós temos hoje o terminal Ceilândia e ele segue 2 km e meio mais à frente e vai ficar bem pertinho ali da BR-070”, explicou.
Trânsito: integração com DER e Detran
Questionado sobre o impacto das obras na mobilidade das duas regiões — já densamente ocupadas —, Cabral afirmou que a companhia mantém diálogo direto com os órgãos de trânsito do DF.
“A gente consegue aqui em Brasília ter uma interlocução muito positiva com todos os órgãos. A expansão de Samambaia já é uma experiência que mostra isso — o relacionamento que a gente tem com o DER, com o Detran, com a própria Novacap”, disse.
Para Ceilândia, o presidente adiantou que o plano de execução da obra, a cargo do consórcio vencedor, ainda precisará ser aprovado por diferentes órgãos antes do início dos trabalhos. “Nós vamos precisar fazer essa integração primeiro com a comunidade, que vai ser o nosso principal cliente afetado pela obra diariamente, e segundo com esses órgãos todos”, afirmou, citando como meta “o menor transtorno possível para toda aquela população.”
Valorização imobiliária: 4.500 novas moradias no trajeto
Um dos efeitos colaterais da obra, segundo Cabral, é o adensamento habitacional ao longo do novo trecho em Samambaia. O presidente citou a construção de 4.500 unidades habitacionais na área da expansão, vinculadas a programas de moradia.
“Ao longo dessa extensão que nós estamos fazendo, de 3 km e meio, estão sendo construídas lá pela Novacap 4.500 unidades habitacionais, para atender os programas habitacionais”, disse.
A expectativa da companhia é que a combinação entre novas estações e novos empreendimentos gere uma demanda imediata de usuários. “Quando essas unidades estiverem sendo entregues, casado com a entrega da obra do metrô, nós temos um público maior para vir para o metrô. A nossa estimativa é de que essa expansão de 3 km e meio em Samambaia, com duas novas estações, vai trazer mais 10 mil passageiros todos os dias”, projetou Cabral.
Assista ao Vozes da Comunidade na íntegra:






































