A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) subiu o tom, neste sábado (9), contra o que classificou como uma rede profissional de desinformação e ataques coordenados no Distrito Federal. Segundo a parlamentar, uma estrutura composta por influenciadores digitais ,páginas e sites de notícias estaria sendo financiada para desconstruir a imagem de autoridades e jornalistas que investigam operações do Banco Master e a antiga cúpula do BRB (Banco de Brasília).
Em entrevista ao programa Vozes da Comunidade, Damares afirmou que a linha de apuração indica contratações vultosas para promover o silenciamento de quem questiona contratos e possíveis irregularidades financeiras. A senadora buscou separar o investimento publicitário legítimo de práticas abusivas. Para ela, embora o patrocínio institucional seja uma ferramenta legal de bancos públicos e privados, o cenário atual aponta para o uso de recursos com o objetivo de intimidar denunciantes e parlamentares.
“Todas as pessoas que começaram a investigar o Banco Master passaram a sofrer ataques orquestrados”, declarou a senadora. Ela citou, como exemplo de um possível braço dessa estrutura, as denúncias sobre repasses da instituição financeira a um blog que teria ligações com o ex-senador Gim Argello, o portal Vero Notícias — caso originalmente revelado pelo site Fatos Online.
Alvo de desinformação
A parlamentar relatou que ela própria tornou-se alvo preferencial desse ecossistema digital nos últimos meses. Na visão de Damares, há um método de manipulação que visa desgastar opositores do grupo investigado por meio da descontextualização.
“Pegam falas minhas, distorcem conteúdos e criam narrativas absurdas. Existe algo coordenado acontecendo”, afirmou. O esquema, de acordo com o relato, não se restringiria a um único banco, mas envolveria uma rede de proteção à antiga gestão do BRB, reagindo a cada avanço das frentes de trabalho no Legislativo.
Pressão por CPI
O embate deve ganhar contornos institucionais mais rígidos nas próximas semanas. Damares revelou que há uma articulação entre senadores e integrantes daComissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado pediram acesso a informações compartilhadas pela Polícia Federal. Segundo ela, o foco seria identificar pagamentos feitos a influenciadores digitais e produtores de conteúdo.
“Nós pedimos compartilhamento das investigações da Polícia Federal com relação a influenciadores que estão recebendo para fazer desconstrução”, disse.
Além da pressão sobre a PF, a senadora mencionou movimentações junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) para viabilizar a abertura imediata de uma CPI focada no Banco Master. Caso a comissão avance, a parlamentar sinaliza que o foco não será apenas nos mentores intelectuais, mas também nos operadores das campanhas de difamação.
“Nós vamos chegar neles”, avisou Damares, indicando que a responsabilização jurídica dos envolvidos na “máquina de desconstrução de imagem” é uma das nossas prioridades .
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