Depois de anos sem utilização efetiva, o Centro Administrativo do Distrito Federal (Centrad) começa a ganhar uma nova função na administração pública do Distrito Federal. A ocupação do complexo, em Taguatinga, foi iniciada pelo GDF e deverá avançar gradualmente até chegar a cerca de 40 mil servidores, segundo a governadora Celina Leão (PP).
A previsão foi apresentada pela governadora no sábado (5), durante o lançamento da campanha do deputado distrital Robério Negreiros (Podemos). Para Celina, a ocupação do espaço pelos órgãos públicos representa a retomada de um projeto que, durante anos, enfrentou obstáculos e chegou a ser considerado inviável.
Além da reorganização física da administração, a mudança é apresentada pelo governo como uma medida para reduzir despesas. Celina estima que a utilização do complexo poderá gerar uma economia de R$ 168 milhões por ano aos cofres públicos, principalmente com a redução dos gastos relacionados aos imóveis atualmente utilizados por órgãos do GDF.
A transferência, no entanto, não ocorrerá de uma só vez. A estratégia é ocupar o espaço por etapas, começando por secretarias e estruturas administrativas selecionadas pelo governo. A primeira fase contempla parte do complexo, enquanto novas transferências deverão ocorrer conforme o projeto avance.
Celina afirmou que a ocupação foi conduzida de maneira mais simples do que inicialmente se imaginava. Segundo ela, havia questionamentos sobre a necessidade de novas licitações para a aquisição de mobiliário e sobre os custos de reformas para colocar o complexo em funcionamento.
A governadora também destacou que a proposta não se limita à transferência dos servidores. A ideia é reunir no mesmo espaço equipamentos e serviços destinados ao cotidiano dos funcionários públicos, incluindo academia, restaurantes e outras estruturas de apoio.
Ao defender a continuidade do projeto, Celina afirmou que a transformação do Centrad não deverá ser interrompida pelo resultado das eleições. A expectativa é de que, com a ampliação da ocupação, o complexo se consolide como um dos principais polos administrativos do Distrito Federal.
O Centrad foi concluído em 2014 e permaneceu durante anos sem utilização plena. Com o início da ocupação em 2026, o governo passou a tratar o complexo como uma alternativa para concentrar órgãos públicos, reduzir despesas com aluguéis e reorganizar a distribuição das estruturas administrativas do DF.










































