Uma experiência desenvolvida pela Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF), voltada ao cultivo de plantas medicinais e à promoção da segurança alimentar, ganhou destaque durante a 39ª Conferência Regional da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) para a América Latina e o Caribe. Representantes ligados ao Comitê de Segurança Alimentar Mundial (CSA) visitaram, na última quinta-feira (5), um dos espaços da Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos (RHAMB), localizado na Unidade Básica de Saúde (UBS) 3 da Asa Norte, na Vila Planalto.
A iniciativa integra ações de práticas integrativas em saúde e incentiva o cultivo comunitário de plantas medicinais utilizadas em atividades de promoção do bem-estar. Durante a visita, autoridades internacionais destacaram a relevância de iniciativas que unem saúde pública, sustentabilidade e participação da comunidade.
A vice-presidente do CSA, Jhenifer Mojica, e a secretária do comitê, Chiara Cirulli, ressaltaram que projetos como o desenvolvido no Distrito Federal ajudam a demonstrar que políticas voltadas à segurança alimentar podem ser aplicadas de forma concreta nos territórios. Segundo Cirulli, experiências reais são importantes para fortalecer o debate internacional e inspirar outras iniciativas.
“Temos buscado exemplos práticos que comprovem que as recomendações de políticas públicas podem se transformar em ações reais, capazes de ser replicadas em diferentes países”, afirmou.
Para o gerente de Práticas Integrativas em Saúde da SES-DF, Marcos Trajano, a visita representa um reconhecimento do trabalho desenvolvido pela rede pública do Distrito Federal. Na avaliação dele, o interesse de representantes ligados à FAO mostra que iniciativas locais podem contribuir para discussões globais sobre alimentação saudável e sustentabilidade.
A Rede de Hortos Agroflorestais Medicinais e Biodinâmicos foi oficializada em 2025, por meio da Portaria nº 137, com o objetivo de ampliar o uso de plantas medicinais e fortalecer ações de promoção da saúde dentro das unidades públicas. O acompanhamento do projeto é realizado pela Gerência de Práticas Integrativas em Saúde (Gerpis).
A iniciativa, no entanto, começou a ser estruturada anos antes. Desde 2018, quase 40 hortos já foram implantados em diferentes pontos da rede pública do Distrito Federal, além da capacitação de mais de cem profissionais da área da saúde. A expansão do projeto conta com parceria da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) Brasília.





































