Ao longo de 2025, a Vigilância Sanitária do Distrito Federal instaurou cerca de 2 mil processos administrativos sanitários a partir de ações de fiscalização realizadas em estabelecimentos industriais, comerciais e prestadores de serviço. As medidas levaram à interdição total ou parcial de 478 locais no território do DF.
As fiscalizações somaram aproximadamente 50 mil ações durante o ano e incluíram a verificação de documentação, estruturas físicas, procedimentos adotados e condições de armazenamento de produtos. As equipes atuaram em hospitais, clínicas, restaurantes, lanchonetes, hotéis, motéis e estúdios de tatuagem e piercing, com base em normas distritais e nacionais.
Como resultado das inspeções, foram apreendidas 39 toneladas de alimentos considerados irregulares. No mesmo período, a Vigilância Sanitária também recolheu cerca de 23,6 mil litros de bebidas classificadas como clandestinas ou em desacordo com a legislação.
Além das ações de rotina, parte do trabalho teve origem em demandas da população. No ano anterior, cerca de 4 mil denúncias e reclamações foram registradas e analisadas pelo órgão. As solicitações de fiscalização podem ser feitas pelos canais da ouvidoria do Governo do Distrito Federal, pela internet, pelo telefone 162 ou presencialmente.
Segundo a diretora da Vigilância Sanitária do DF, Márcia Olivé, a atuação do órgão ocorre de forma contínua e estratégica. “O trabalho da Vigilância é permanente e tem como foco reduzir riscos à população, assegurando que alimentos, medicamentos e serviços estejam dentro dos padrões exigidos pela legislação sanitária”, afirmou.
No fim do ano, em 23 de dezembro, foi realizada a última operação de 2025, na Feira dos Importados de Brasília. A ação resultou na apreensão de unidades do medicamento tirzepatida, comercializado de maneira irregular. O objetivo foi coibir a venda clandestina de fármacos de uso controlado, especialmente canetas emagrecedoras em desacordo com a legislação sanitária.
Mais de dez servidores da Secretaria de Saúde do DF participaram da fiscalização, do transporte dos produtos apreendidos e da adoção das medidas administrativas cabíveis. A operação contou com apoio de cerca de 50 policiais civis. Entre as irregularidades identificadas estavam o armazenamento inadequado dos medicamentos, a importação sem comprovação de procedência e a orientação indevida quanto à aplicação e ao uso do produto.
No balanço anual, as operações da Vigilância Sanitária resultaram ainda na apreensão de 10,8 toneladas de medicamentos, cosméticos e produtos de limpeza. Em relação às bebidas, mais de 5,3 mil estabelecimentos foram fiscalizados, com 201 autuações registradas, resultando na apreensão de aproximadamente 23,6 mil litros.









































