A governadora do Distrito Federal e candidata à reeleição, Celina Leão (PP), apresentou nesta quarta-feira (14) um conjunto de medidas para a saúde pública, incluindo mudanças na organização das filas do SUS, ampliação da oferta de cirurgias e continuidade das obras hospitalares. Em entrevista à rádio Nova Brasil FM, ela também defendeu a valorização dos profissionais da área e abordou propostas para educação, segurança pública e mobilidade urbana.
A reformulação do atendimento aos pacientes prevê a implantação de um sistema unificado de regulação e prontuário eletrônico. A tecnologia deverá substituir os mecanismos atuais de controle, considerados defasados pela governadora, e permitir a consulta de informações em tempo real. A proposta também prevê a integração de dados com Goiás e a revisão dos cadastros de pessoas que aguardam consultas e procedimentos.
Celina afirmou que aproximadamente 30% das ausências em cirurgias eletivas estão relacionadas a problemas de comunicação, números de telefone desatualizados ou inconsistências nos registros das unidades de saúde. Segundo ela, a atualização do sistema deverá ajudar a identificar pacientes que permanecem na fila, mas podem ter sido excluídos indevidamente por falhas administrativas.
Outra medida anunciada é a realização de cerca de 4 mil cirurgias ortopédicas eletivas por meio da rede privada contratada pelo governo. A iniciativa busca reduzir o tempo de espera pelos procedimentos. A governadora também informou que os contratos com prestadores privados passaram a exigir a realização integral dos exames pré-operatórios, com o objetivo de reduzir o número de cirurgias canceladas.
Rede de atendimento terá novas unidades
A expansão da estrutura física da saúde também foi destacada por Celina. Das sete novas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) previstas, cinco têm entrega programada para este ano. As unidades de Arapoanga e Águas Quentes deverão ficar para 2027, conforme o cronograma apresentado pela candidata. A expectativa é que a abertura das novas estruturas amplie em até 700 mil atendimentos por ano a capacidade da rede.
Entre os hospitais em construção, o empreendimento do Recanto das Emas chegou à quarta laje. Os projetos de São Sebastião e do Guará, por sua vez, receberam liberações recentes do Tribunal de Contas do Distrito Federal (TCDF). No caso do Hospital Oncológico, o processo de licitação foi reaberto após a falência da empresa anteriormente contratada. Para o Hospital de Doenças Raras, a previsão é que o edital seja lançado em janeiro.
A permanência de médicos na rede pública foi outro tema abordado na entrevista. Celina afirmou que pretende rever a remuneração das carreiras médicas e de Gestão e Assistência à Saúde (GAPs). Segundo a governadora, os salários atuais dificultam a contratação e a permanência desses profissionais. Ela citou a remuneração de R$ 8 mil para médicos com jornada de 20 horas semanais e defendeu um reajuste para tornar os cargos mais atrativos.
Governadora defende diálogo na educação
Ao abordar a educação, Celina afirmou que as escolas devem permanecer afastadas de disputas político-partidárias. A candidata criticou possíveis paralisações que possam comprometer as aulas durante o período eleitoral e defendeu que as reivindicações sejam discutidas sem prejuízo à comunidade escolar.
Como parte do balanço da gestão, ela mencionou o preenchimento do cadastro de reserva de professores concursados, os reajustes para diretores e coordenadores e a nomeação de monitores. A governadora classificou esta última iniciativa como a maior já realizada no Distrito Federal.
Na segurança pública, a candidata afirmou que pretende dar continuidade aos investimentos no programa DF360. Na mobilidade urbana, reiterou a proposta de destinar R$ 29,2 bilhões à expansão do transporte sobre trilhos, incluindo a Linha 2 do Metrô e projetos de Veículos Leves sobre Trilhos (VLTs).
Durante a entrevista, Celina apresentou essas iniciativas como parte das prioridades de sua gestão, com destaque para a reorganização dos serviços de saúde, a ampliação da capacidade de atendimento e a expansão da infraestrutura pública do Distrito Federal.









































