A investigação sobre a circulação de materiais eleitorais irregulares no Distrito Federal avançou nesta quarta-feira (14), com a atuação de peritos do Instituto de Criminalística em pontos do Cruzeiro Velho. A equipe recolheu vestígios que podem conter impressões digitais em locais onde foram afixados cartazes com informações falsas sobre a governadora Celina Leão (PP).
O caso é investigado pela 3ª Delegacia de Polícia, que instaurou inquérito para apurar a distribuição dos materiais e identificar três mulheres suspeitas de envolvimento na ação. Registros em vídeo mostram pessoas colando cartazes em muros e placas de identificação. Também foram encontrados santinhos falsos nos para-brisas de veículos.
O material associa a imagem de Celina ao número 22, em vez do número 11 utilizado pela candidata na disputa pelo Governo do Distrito Federal. A suspeita é de que a divulgação tenha potencial para induzir os eleitores ao erro durante a votação.
O episódio ocorre após o primeiro turno, quando mais de 26 mil eleitores do Distrito Federal anularam o voto para governador ao digitarem 22 nas urnas eletrônicas, segundo dados da Justiça Eleitoral.
A apuração policial não se limita aos materiais que associam a governadora ao número incorreto. Os investigadores também buscam esclarecer a divulgação de peças com referências ao nazismo, nas quais aparecem imagens de Celina e do candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL).
A Polícia Civil procura esclarecer como os materiais foram produzidos e distribuídos, além de identificar os responsáveis pelas ações. As mulheres que aparecem nas imagens são suspeitas de envolvimento, e a investigação deverá determinar a participação de cada uma delas.









































