A Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF) realizou 36.442 cirurgias eletivas entre janeiro e julho deste ano. O volume representa uma alta de 35,89% em relação ao mesmo período de 2025 — um acréscimo de mais de 9,6 mil procedimentos. Com o avanço, a média mensal atingiu 5.206 cirurgias, com pico histórico em julho, quando foram executadas 6.153 intervenções.
“Proporcionalmente, somos o estado que mais cresceu no número de cirurgias eletivas do país. Isso é fruto das nossas ações e projetos de complementariedade na rede pública. Paralelo a isso, a gente continua construindo hospitais para reforçar a nossa estrutura física. Havia gente que aguardava na fila há mais de dez anos”, afirmou a atual chefe do Executivo.
Impacto do Opera DF
O desempenho é impulsionado pelo programa Opera DF, criado para reduzir a fila por consultas, exames e cirurgias eletivas mediante parcerias com hospitais privados e ampliação da rede pública. Desde 2025, o programa viabilizou 27.371 procedimentos ambulatoriais e 30.688 cirurgias de maior complexidade com internação.
“Essa semana nós assinamos R$ 50 milhões para cirurgias ortopédicas. São pessoas que também estão em uma fila muito grande. Vão ser operadas quase 4 mil pessoas, então a gente pede o voto para a gente continuar com as iniciativas que foram positivas”, disse Celina Leão.
Segundo dados do Ministério da Saúde, o DF liderou o crescimento na produção cirúrgica do país, com alta de 31% no primeiro semestre de 2026 em comparação com igual período de 2025.
Queda no tempo de espera e no número de pacientes
Os investimentos resultaram na redução drástica das filas em diversas especialidades:
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Vasectomia: tempo de espera caiu de 172 para 0 dia.
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Varizes bilateral: redução de 1.046 para 6 dias (fila caiu de 1.296 para 4 pacientes).
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Tireoidectomia parcial: de 889 para 45 dias.
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Tireoidectomia total: de 721 para 108 dias (fila recuou de 320 para 27 pacientes).
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Colecistectomia: de 313 para 103 dias.
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Ressecção de próstata: de 116 para 78 dias (fila caiu de 193 para 47 pacientes).
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Hernioplastia inguinal e umbilical: filas reduzidas para 59 e 78 pacientes, respectivamente.
Incentivos financeiros e rede privada
Para otimizar o fluxo nos centros cirúrgicos, a SES-DF reajustou os percentuais de complementação financeira sobre a tabela do SUS. A medida estimulou áreas estratégicas como cardiologia (implantes de marcapasso e trocas de geradores/desfibriladores), ortopedia (cirurgias de coluna, quadril e joelho), além de oncologia, ginecologia, otorrinolaringologia e cirurgias videolaparoscópicas.
Da meta de 19.333 cirurgias contratadas na rede privada, 9.251 já foram concluídas (47,8%). Algumas especialidades já ultrapassaram a metade dos atendimentos previstos:
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Oftalmologia: 67,35% das cirurgias realizadas.
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Cirurgia geral: 64,93%.
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Urologia: 53,99%.
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Cabeça e pescoço: 48,71%.
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Cirurgia vascular: 48,33%.
Na área ortopédica, a Secretaria de Saúde estruturou um plano de expansão específico para viabilizar 3.166 novas cirurgias.









































