Em meio às ações do mês que marca o Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a Fundação Hemocentro de Brasília leva sua estrutura de atendimento até Ceilândia nesta quinta-feira (5). A coleta externa será realizada das 9h às 16h, na Casa da Mulher Brasileira de Ceilândia, em articulação com a Secretaria da Mulher do Distrito Federal.
A proposta é integrar a agenda comemorativa a uma mobilização prática em favor da saúde pública. Ao descentralizar o serviço, o Hemocentro busca alcançar novos voluntários e facilitar a participação de moradores da região, especialmente daqueles que enfrentam dificuldades para se deslocar até a sede da instituição.
A gerente de Captação de Doadores, Kelly Barbi, destaca que a manutenção dos estoques depende da regularidade das doações ao longo de todo o ano. “As campanhas ajudam a mobilizar, mas o sistema de saúde precisa de sangue diariamente. Cada doador tem papel fundamental para garantir cirurgias, tratamentos e atendimentos de urgência”, afirma.
Embora o nível geral das reservas esteja dentro da normalidade, os tipos O positivo e O negativo apresentam quantitativo abaixo do ideal. Como são amplamente utilizados em emergências, a reposição constante desses grupos é considerada estratégica para evitar impactos no atendimento hospitalar.
O atendimento na unidade externa poderá ser feito mediante agendamento prévio pelo site do Hemocentro. Também haverá possibilidade de encaixe, conforme a capacidade operacional no local. Para doar, é preciso ter entre 16 e 69 anos, pesar no mínimo 51 quilos, estar em boas condições de saúde e apresentar documento oficial com foto. Menores de 18 anos devem portar autorização.
Antes da coleta, todos os candidatos passam por triagem clínica individual. Situações como vacinação recente, procedimentos cirúrgicos, gravidez, tatuagens ou uso de determinados medicamentos podem gerar impedimento temporário, conforme avaliação da equipe.
A expectativa é que a ação amplie o número de bolsas coletadas na semana e fortaleça a cultura da doação voluntária no Distrito Federal, transformando a mobilização do mês de março em resultado concreto para quem depende de transfusão na rede pública.





































