A 25ª edição da Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte), realizada em Pernambuco entre os dias 9 e 20 de julho, marcou um novo capítulo para os artesãos mineiros. Com mais de 9,4 mil peças vendidas e R$ 780 mil em faturamento, o grupo de expositores de Minas Gerais alcançou seu melhor resultado desde 2023, consolidando-se como uma das maiores forças do setor no país.
O desempenho foi impulsionado por uma articulação entre o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sede-MG), o Sebrae Minas e o Programa do Artesanato Brasileiro (PAB), ligado ao Ministério do Empreendedorismo. A iniciativa viabilizou a participação de mais de 200 artesãos e entidades representativas de Belo Horizonte e de outras 18 cidades mineiras, selecionados via edital público.
A presença mineira na Fenearte — considerada a maior feira de artesanato da América Latina — não é novidade. Desde 2004, o estado participa de forma ininterrupta do evento. A continuidade da política pública, de acordo com a secretária Mila Corrêa da Costa, reflete o compromisso com o fortalecimento da economia criativa. “É uma política que dá certo. O apoio ao artesanato não é apenas cultural, é também econômico e social”, afirmou.
Minas Gerais foi o segundo estado com maior representação na feira. A diversidade de técnicas e matérias-primas — como pedra-sabão, madeira, cerâmica, tecidos e fibras naturais — chamou a atenção dos visitantes e compradores, num espaço que misturou tradição e inovação.
Ao todo, a Fenearte reuniu cerca de 5 mil artesãos de todas as regiões do Brasil e de outros países, recebendo um público estimado em 340 mil pessoas. Com o tema “Feira das Feiras”, a edição comemorativa de 25 anos reforçou a dimensão continental da produção artesanal brasileira.
Mais do que ponto de venda, a feira tem sido vista por empreendedores do setor como um espaço de formação de redes, ampliação de mercado e reconhecimento simbólico. Para os mineiros, a edição de 2024 consolidou não apenas a presença física, mas o protagonismo de uma tradição que se reinventa sem perder o vínculo com o território.







































