O acesso a medicamentos de alto custo no Distrito Federal começa a passar por uma reformulação tecnológica. O Governo do Distrito Federal (GDF) apresentou nesta terça-feira (12) a plataforma Farmácia Digital, ferramenta criada para substituir parte dos processos presenciais e reduzir a sobrecarga nas unidades responsáveis pela entrega de medicamentos especializados.
A iniciativa surge em meio às frequentes reclamações sobre demora no atendimento e filas registradas nas primeiras horas do dia nas farmácias da rede pública. Com a nova plataforma, pacientes poderão resolver etapas do processo pela internet, sem necessidade de deslocamentos constantes.
Entre os serviços disponíveis estarão o envio de documentos, a solicitação de medicamentos, o acompanhamento da análise dos pedidos e o agendamento da retirada dos produtos. A expectativa do governo é ampliar a eficiência do sistema e melhorar a experiência dos usuários atendidos pela Secretaria de Saúde.
Durante o lançamento, a governadora Celina Leão afirmou que a digitalização foi pensada para tornar o atendimento mais rápido e evitar que pacientes precisem enfrentar longos períodos de espera nas unidades. “O objetivo é substituir processos antigos e burocráticos por um sistema mais organizado, em que o cidadão compareça à farmácia apenas no horário agendado”, declarou.
A estrutura da plataforma será integrada ao sistema Sismedex, responsável pelo gerenciamento das informações relacionadas aos medicamentos especializados. A tecnologia permitirá o monitoramento de estoques, o controle da distribuição e o acompanhamento do histórico de atendimento dos pacientes.
Segundo a governadora, a informatização também deve ajudar o governo a ter mais precisão no controle da logística e reduzir etapas presenciais que atrasavam o acesso aos tratamentos.
O projeto também prevê modalidades de entrega diferenciadas para alguns casos específicos, incluindo distribuição domiciliar monitorada eletronicamente.
A implantação do novo modelo ocorrerá de maneira gradual. O governo informou que será realizado um processo de atualização cadastral dos pacientes para inclusão progressiva no sistema digital.
Além da mudança no atendimento ao público, a Secretaria de Saúde avalia que a informatização deve reduzir custos operacionais, diminuir o volume de documentos físicos e facilitar mecanismos de fiscalização e auditoria. “Queremos transformar a rotina dos pacientes e acabar com aquelas filas formadas ainda antes do amanhecer nas unidades de alto custo”, afirmou Celina Leão.







































