Enquanto o Brasil ainda engatinha em projetos sustentáveis de longo prazo, Minas Gerais avança a passos largos rumo à consolidação como referência nacional em energia limpa.
O governador Romeu Zema foi ao Fórum Esfera Brasil, realizado nesta sexta-feira (7/6) no Guarujá (SP), e mostrou que, com foco, planejamento e incentivo à iniciativa privada, é possível transformar um estado em potência energética sem depender de discursos vazios.
Os números falam por si. Minas já responde por 12 gigawatts (GW) de potência fiscalizada em energia solar — divididos entre geração centralizada (7,22 GW) e geração distribuída (4,78 GW), segundo a Aneel. Isso representa o equivalente a 85% da capacidade da Usina de Itaipu, a segunda maior hidrelétrica do planeta. E o mais impressionante: o território mineiro já não comporta novas usinas solares em muitas regiões, de tanto que o setor cresceu.
A pergunta que precisa ser feita é: o que Minas tem feito que o resto do Brasil ainda não entendeu?
Zema acredita que o segredo está em não atrapalhar quem quer produzir. Ele reforçou, durante o evento, que o estado criou um ambiente favorável à geração de empregos e investimentos, sem burocracia excessiva, com estímulos reais para quem aposta na energia renovável. E os resultados estão aí: usinas se multiplicando, municípios ganhando fôlego econômico e uma matriz energética cada vez mais limpa.
O Fórum Esfera Brasil, que tem ganhado relevância por promover o diálogo entre empresários, gestores e especialistas, serviu como palco para esse reconhecimento. Ao lado dos governadores Cláudio Castro (RJ) e Helder Barbalho (PA), Zema não apresentou promessas, mas entregou dados e é exatamente isso que falta no debate público: menos slogans e mais resultados concretos.
Em um momento em que o Brasil precisa decidir que tipo de desenvolvimento quer para as próximas décadas, o exemplo mineiro oferece uma resposta clara. Sustentabilidade não precisa ser um obstáculo ao crescimento. Pode e deve ser o motor dele.





































