O cenário político do Distrito Federal entrou na semana decisiva antes da votação sob o impacto de uma redefinição de forças no campo da direita. O diretório regional do PSD confirmou o alinhamento com a candidatura à reeleição da governadora Celina Leão (PP), preenchendo o vácuo deixado no xadrez partidário após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrar em definitivo a postulação do ex-governador José Roberto Arruda.
A articulação, encabeçada pelo empresário e presidente da sigla no DF, Paulo Octávio, busca canalizar a estrutura da legenda em favor da chapa governista. Com o movimento, a coligação de Celina amplia o alcance de sua base aliada na reta final do primeiro turno, tentando consolidar a liderança nas pesquisas.
Apesar da oficialização do acordo pelo comando do PSD-DF, a aliança não se deu de forma unânime. Diante da recusa pública de Arruda em subir no palanque da atual governadora, a direção partidária optou por conceder salvo-conduto aos seus quadros. Na prática, candidatos aos cargos proporcionais e militantes foram liberados para definir posicionamentos próprios na disputa ao Palácio do Buriti.
A fragmentação ficou evidente também nos demais cargos da chapa majoritária. Correndo em paralelo ao anúncio da sigla, o ex-ministro Ronaldo Fonseca (PSD) retirou seu nome do pálio ao Senado. A justificativa apresentada foi a necessidade de afunilar as intenções de voto do eleitorado conservador em torno das candidaturas de Bia Kicis (PL) e Michelle Bolsonaro (PL).
A soma desses movimentos transforma os últimos dias de campanha na capital federal em um cenário de busca direta pelo eleitor de centro-direita, cuja migração e divisão nas urnas definirão os rumos da disputa.









































