O setor de serviços do Distrito Federal acumula alta de 9,2% entre janeiro e julho de 2026, mantendo a capital na liderança do crescimento nacional no ano. Os dados são da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Apesar do resultado expressivo no acumulado do ano — bem acima da média nacional, que ficou em 1,9% —, o setor vem perdendo fôlego no ritmo de atividade recente.
Em julho, o volume de serviços prestados no DF recuou 0,3% na comparação com junho (com ajuste sazonal). Foi a quarta queda mensal consecutiva, embora menor que a retração registrada no mês anterior (-1,6%). No Brasil, a variação em julho foi nula (0,0%).
Na comparação com julho de 2025, o DF teve crescimento de 5,9%, enquanto a média do país avançou 0,9%.
Para o presidente do Sistema Fecomércio-DF, José Aparecido Freire, o ritmo acumulado demonstra a capacidade de reação da economia local.
“O dado mais importante é que o Distrito Federal acumula crescimento de 9,2% no setor de serviços em 2026, o maior resultado do país e muito acima da média nacional. Isso demonstra a força e a capacidade de geração de atividade econômica de um setor que é essencial para Brasília, para as empresas e para o emprego.”
Sobre o recuo mensal de 0,3%, Freire avalia que o resultado exige atenção, mas não altera a trajetória anual. “A queda em julho merece acompanhamento, mas foi bem menor que a registrada no mês anterior e não altera, neste momento, a trajetória positiva observada no acumulado do ano”, afirmou.
Tecnologia e serviços às empresas sustentam resultado
O desempenho positivo do DF no ano tem sido puxado principalmente por dois segmentos:
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Informação e comunicação: áreas como tecnologia da informação (TI), telecomunicações e processamento de dados;
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Serviços profissionais e administrativos: consultorias, engenharia, serviços jurídicos e apoio a empresas.
Segundo a pesquisa, a presença de atividades ligadas ao setor público e a demanda por serviços qualificados ajudam a dar estabilidade à economia brasiliense.
Por outro lado, os serviços prestados diretamente às famílias seguem ritmo de recuperação mais lento, impactados pela cautela dos consumidores diante do endividamento e do crédito mais caro.
Turismo volta a crescer em julho
Após recuar 4,7% em junho, o setor de turismo do DF reagiu e avançou 2,7% em julho. A alta seguiu a média do país, que também cresceu 2,7% no período. Das 17 unidades da Federação pesquisadas pelo IBGE nesse segmento, 11 registraram resultado positivo.
O avanço do turismo beneficia a rede hoteleira, restaurantes, transporte e o setor de eventos na capital.
“A alta de 2,7% no turismo em julho é uma sinalização positiva. Brasília possui grande potencial para ampliar o turismo de negócios, eventos, lazer e gastronomia”, destacou José Aparecido Freire.
“Quando aumentamos o fluxo de visitantes, movimentamos hotéis, restaurantes, comércio, transporte e uma ampla cadeia de serviços. Fortalecer esse ambiente é fundamental para transformar crescimento econômico em mais oportunidades e empregos no DF”, completou.









































