Os roubos em ônibus no Distrito Federal continuam em queda e já atingiram, em 2025, o menor patamar dos últimos nove anos. Entre janeiro e novembro, foram registradas 99 ocorrências em coletivos, contra 222 no mesmo período de 2024. A redução é de 55,4%, segundo dados oficiais da área de segurança pública.
A tendência é de que o ano termine com uma queda superior a 50% na comparação com o total do ano passado, consolidando 2025 como o período com menos registros desde 2016 — ano que marcou o pico desse tipo de crime no DF, com 3.130 casos.
A análise da série histórica mostra um recuo ainda mais expressivo. Na comparação com 2016, a projeção é de uma redução acumulada de até 96% em 2025, resultado atribuído a ações contínuas de segurança e mudanças no próprio sistema de transporte público.
Levantamento da Subsecretaria de Gestão da Informação indica que a diminuição dos roubos ocorre de forma generalizada em todo o DF. As maiores quedas foram registradas em Planaltina (-81%), Santa Maria (-79%), Estrutural (-73%), Brasília (-58%), Samambaia (-51%) e Riacho Fundo II (-50%). Em regiões como Núcleo Bandeirante, Itapoã, Paranoá, Varjão, Sobradinho, Jardim Botânico e Brazlândia, não houve nenhum registro de roubo em coletivo ao longo de 2025.
Entre os fatores associados à redução está a ampliação do pagamento digital de passagens. A Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) aponta que a diminuição da circulação de dinheiro nos ônibus contribuiu para tornar o transporte menos atrativo para a prática de roubos.
Além disso, há integração entre a Semob e a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF). Todos os ônibus e terminais rodoviários do DF são monitorados por câmeras. Desde junho, a cooperação passou a incluir o compartilhamento de imagens e informações sobre rotas e localização de veículos, motoristas e passageiros, abrangendo também táxis e carros por aplicativo.
Segundo o GDF, a troca de dados permite resposta mais rápida das forças de segurança e apoio à prevenção de crimes. As pastas afirmam que o uso das informações segue a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) e é restrito a ações de interesse público.





































