Entrar no metrô sem cartão, documento ou celular. Apenas a palma da mão encostada em um leitor. Essa é a experiência que começa a ser testada, de forma inédita no Brasil, pela Companhia do Metropolitano do Distrito Federal (Metrô-DF).
O projeto-piloto, em fase de prova de conceito, foi implantado nas estações Águas Claras e Concessionárias e terá como público inicial idosos, bombeiros e policiais militares — grupos que têm gratuidade garantida no transporte. A ideia é simplificar o acesso às catracas, reduzindo filas e oferecendo mais praticidade.
O processo de cadastro é voluntário e gratuito. Basta registrar a palma da mão uma única vez em um dos postos habilitados. A promessa é de segurança: segundo o Metrô-DF, as informações biométricas não serão vendidas nem compartilhadas, em conformidade com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
Durante a fase de testes, nada muda para os demais passageiros. As catracas continuarão funcionando normalmente para quem utiliza cartões ou bilhetes eletrônicos.
A tecnologia, batizada de Palmee, foi desenvolvida por uma gigante global do setor e já é aplicada em outros países, em áreas como segurança corporativa e acesso a dispositivos eletrônicos. No caso do DF, todos os custos da implantação e operação do piloto estão sendo assumidos pela empresa parceira, sem despesas adicionais para o Metrô.
Embora ainda restrito a um grupo específico, o projeto é visto como um ensaio para o futuro da mobilidade urbana. Se aprovado, poderá ser expandido para toda a rede e, mais adiante, integrado a outros modais de transporte público da capital.
O experimento coloca o Distrito Federal em posição pioneira no país, em um momento em que cidades buscam soluções mais ágeis e tecnológicas para lidar com o aumento da demanda por transporte coletivo.





































