Por três dias, a Praça da Bíblia, em Brazlândia, tornou-se ponto de encontro para moradores em busca de direitos e atendimentos voltados às pessoas com deficiência. De terça (4) a quinta-feira (6), a Carreta da Inclusão estacionou no local e facilitou o acesso a serviços que, muitas vezes, exigiriam deslocamentos longos até outras regiões.
A iniciativa faz parte do projeto itinerante do Governo do Distrito Federal (GDF), que já passou por São Sebastião e Sobradinho. Nessas etapas anteriores, somou mais de 2,2 mil atendimentos e ultrapassou 800 carteirinhas emitidas , resultado que reforça a importância de levar políticas públicas diretamente às comunidades.
Das 9h às 16h, quem procurou o atendimento pôde emitir a Carteira de Identificação da Pessoa com Deficiência (CIPcD) e a Carteira do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Também houve suporte do Centro de Referência de Assistência Social (Cras), orientação jurídica da Defensoria Pública, serviços da Polícia Civil e do Tribunal Regional Eleitoral, além de informações do BRB Mobilidade.
A carreta é fruto da parceria entre a Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti-DF), a Secretaria da Pessoa com Deficiência (SEPD-DF) e a Associação das Empresas Fomentadoras do Bem-Estar (AEFBE).
O secretário da SEPD-DF, William Ferreira, resumiu o propósito da ação. “Estamos oferecendo passe livre, inclusão profissional e intermediação para o passe interestadual, junto com outros serviços parceiros. Esses documentos abrem portas e garantem atendimento humanizado. Também é um espaço de acolhimento”.
Impacto direto para as famílias
A iniciativa fez diferença imediata para quem aproveitou o atendimento. A dona de casa Ana Paula Souza Vinal, 29, conseguiu emitir a carteira do filho de 7 anos, que tem paralisia cerebral. “Esse serviço móvel facilita muito. Sair de Brazlândia para resolver tudo em outro lugar é complicado. A carteirinha vai ajudar no atendimento preferencial, porque a deficiência dele não aparece. Ter esse serviço perto de casa faz toda a diferença”, disse.
A microempreendedora Maria Aparecida Batista Angola, 54, também avaliou positivamente. Com baixa visão, ela conseguiu se deslocar até a carreta sem depender de apoio. “Resolvi várias coisas de uma vez. Ainda quero solicitar minha carteirinha interestadual para visitar minha família em Goiás”, contou.
Já o especialista em segurança privada Guirra Veras, 52, descobriu o serviço por acaso. “Eu estava passando e resolvi parar. É um atendimento essencial, principalmente para quem não consegue ir até a secretaria. Trazer o serviço para perto é um gesto de respeito e inclusão”, afirmou.








































