A Fundação Hemocentro de Brasília (FHB) modernizou as agências transfusionais (ATs) da hemorrede pública do Distrito Federal com a aquisição de equipamentos automatizados de última geração. O investimento anual de R$ 3,3 milhões deve trazer mais segurança nas transfusões, rapidez nos resultados laboratoriais e melhores condições de trabalho para os servidores.
A atualização segue normas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Saúde do DF e representa um avanço na assistência oferecida à população.
Até então, os testes eram feitos pela técnica gel-teste, mas em etapas manuais ou semi-automatizadas. O processo exigia esforço repetitivo dos profissionais e mais tempo de processamento. Com a automação, os novos aparelhos passaram a realizar todas as fases dos exames imuno-hematológicos pré-transfusionais — da execução à leitura dos resultados. O ganho é de padronização, rastreabilidade digital e menor risco de erro humano.
Entre os exames realizados estão tipagens sanguíneas em gestantes e recém-nascidos, inclusive os encaminhados por unidades básicas de saúde, além da pesquisa de anticorpos irregulares e da prova cruzada, que avalia a compatibilidade entre a bolsa de sangue e o paciente. No Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), por exemplo, o equipamento chega a processar em média 90 exames por dia, o que mostra o impacto imediato da modernização na rotina hospitalar.
Dez hospitais da rede pública foram contemplados: Hospital de Base, Hospital Regional da Asa Norte, Hospital Regional de Santa Maria, Hospital Regional de Taguatinga, Hospital Regional de Samambaia, Hospital da Região Leste, Hospital Regional de Sobradinho, Hospital Regional de Ceilândia, Hospital Regional do Gama e Hospital Materno Infantil de Brasília. Já nas unidades de Brazlândia e Paranoá, onde a demanda é menor, a técnica em gel-teste foi atualizada, com a entrega de leitoras mais modernas.
A Fundação Hemocentro é responsável por abastecer toda a rede pública do DF e também hospitais conveniados, como o Hospital da Criança e o Hospital das Forças Armadas. Até agosto deste ano, já haviam sido realizadas mais de 52 mil transfusões de hemocomponentes em todo o Distrito Federal.





































