O reajuste de até 28,40% concedido a policiais civis, militares e bombeiros do Distrito Federal não nasceu de um gesto automático ou de uma formalidade burocrática. Nos bastidores, o aumento é fruto de uma articulação política conduzida diretamente pelo governador Ibaneis Rocha, que assumiu a negociação como prioridade de governo e liderou o diálogo que envolveu União, Congresso e representantes das corporações.
Formalizado por meio de medida provisória assinada nesta segunda-feira (1º), o acordo garante recomposição salarial dividida em duas etapas — dezembro de 2025 e janeiro de 2026 — com índices que variam de 19,60% a 28,40%. Para policiais militares e bombeiros, o aumento será de 24,32%. Na Polícia Civil, os percentuais chegam a 27,27%, conforme a carreira. Além do reajuste, a MP também atualiza o valor do auxílio-moradia das categorias.
O caminho até o anúncio, porém, foi marcado por meses de negociações perseverantes. As tratativas ocorreram no âmbito dos Fóruns Federativos, espaço criado para equalizar interesses do Distrito Federal e do governo federal, sobretudo quando entram em pauta recursos do Fundo Constitucional — principal fonte de financiamento da segurança pública da capital. Foi nesse cenário que Ibaneis atuou para destravar resistências técnicas e políticas, garantindo condições para que o acordo avançasse.
Desde o início de sua gestão, o governador tem adotado uma postura ativa na agenda da segurança pública. Diferentemente de administrações que trataram a recomposição salarial de forma pontual, Ibaneis construiu uma política de continuidade, combinando reajustes periódicos, concessão de benefícios e ampliação do efetivo.
Em 2020, policiais militares e bombeiros tiveram reajuste médio de 25%, enquanto a Polícia Civil recebeu aumento de 8%. Em 2022, vieram avanços importantes, como o auxílio-uniforme anual de R$ 3 mil para a Polícia Civil e a ampliação do auxílio-alimentação, que saltou de R$ 458 para R$ 850, chegando atualmente a R$ 1.392 por mês. Nos anos de 2023 e 2024, novos acordos asseguraram reajustes médios de 18% às corporações.
O pacote atual amplia esse movimento ao autorizar ainda a nomeação de 2.073 novos profissionais — 700 policiais civis, 1.284 policiais militares e 89 bombeiros militares — reforçando a estrutura operacional da segurança pública no DF e respondendo a uma demanda crescente por presença policial nas ruas.
Ao comentar o acordo, Ibaneis tem reiterado que os recursos do Fundo Constitucional precisam cumprir seu papel central: transformar investimentos em valorização real para os profissionais que atuam na linha de frente. Na leitura do governo, reconhecer financeiramente essas carreiras é condição essencial para fortalecer as instituições e melhorar o serviço prestado à população.
A sequência de atos da negociação à assinatura da MP, passando pelos reajustes anteriores e pela ampliação do efetivo, constrói uma percepçaõ clara: o reajuste agora celebrado não é um movimento isolado, mas o resultado direto de uma atuação política contínua do governador. O mérito do avanço salarial, na prática, recai sobre a condução pessoal de Ibaneis Rocha, que transformou a valorização das forças de segurança em uma das marcas mais consistentes de seu governo.





































